O que se sabe sobre a queda do avião que matou piloto de 25 anos em Mogi Mirim

Leonardo Bezerra Pinheiro, instrutor de voo, morreu logo após a aeronave cair e pegar fogo. Especialistas apontam possíveis fatores

Letícia Borges
Letícia Borges
Jornalista em formação pela PUC-Campinas, cristã e apaixonada por comunicação. Amo desenhar, assistir filmes e, ultimamente, tudo que envolve o universo dos casamentos. Filha de pais incríveis, tenho minha irmã como melhor amiga e sou noiva de um homem que admiro muito @lee_tborges
O que se sabe sobre a queda do avião que matou piloto de 25 anos em Mogi Mirim

A morte do piloto Leonardo Bezerra Pinheiro, de 25 anos, após a queda de um avião ultraleve em Mogi Mirim, na tarde de quarta-feira, (29), segue cercada por perguntas. O acidente aconteceu poucos segundos após a decolagem, mobilizou equipes de resgate e será investigado pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), órgão da Força Aérea Brasileira.

Quem era o piloto

Leonardo Bezerra Pinheiro tinha 25 anos, era natural de Guarulhos (SP) e morava em Itapira. Ele trabalhava havia cerca de dois anos como instrutor de voo em uma escola de aviação de Mogi Mirim, onde era conhecido pela experiência e profissionalismo.

Segundo colegas, o piloto acumulava mais de mil horas de voo e já havia formado diversos alunos.

O dono da escola de aviação, Gérson Martinez, afirmou que Leonardo possuía toda a documentação regularizada e destacou o comprometimento do instrutor.

“Era um profissional muito dedicado. Vamos prestar todos os esclarecimentos às autoridades e à família”, disse.

Como aconteceu o acidente

O avião, um ultraleve modelo Conquest, fabricado em 2004, decolou do Aeroclube Municipal de Mogi Mirim por volta das 16h30.

Pouco depois de deixar a pista, a aeronave perdeu sustentação, caiu em uma área rural próxima ao aeroporto e pegou fogo. Quando as equipes do Corpo de Bombeiros chegaram ao local, o incêndio já havia tomado praticamente toda a estrutura do avião.

Leonardo morreu no local.

O que pode ter provocado a queda

Até o momento, não há uma causa oficial para o acidente.

No entanto, pilotos e integrantes da escola de aviação relataram que o avião estava abastecido acima do peso habitual e que, no momento da decolagem, havia rajadas de vento de até 66 km/h.

Segundo eles, essas condições podem ter contribuído para que a aeronave sofresse um estol, situação em que perde sustentação. Um dos pilotos da escola explicou que o avião teria entrado em um “parafuso chato”, manobra da qual não conseguiu se recuperar.

Apesar dessas hipóteses, somente a investigação do Seripa poderá confirmar o que realmente aconteceu.

O que será investigado

Os investigadores vão analisar uma série de fatores, entre eles:

  • as condições meteorológicas no momento da decolagem;
  • o estado da aeronave;
  • a documentação e manutenção do avião;
  • o plano de voo;
  • os vestígios encontrados no local da queda.

O objetivo é identificar as circunstâncias que levaram ao acidente e produzir um relatório técnico para prevenir ocorrências semelhantes.

Corpo será levado para Itapira

Após os trabalhos da perícia, o corpo de Leonardo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

Segundo o Serviço Funerário Itapirense, o piloto será velado em Itapira, cidade onde morava. Até a publicação desta reportagem, os horários do velório e do sepultamento ainda não haviam sido divulgados.

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