Caso Berenice: Polícia Civil procura terceiro suspeito de assassinato de cozinheira em Ubatuba

De acordo com a investigação, Berenice trabalhava havia cerca de quatro meses para Eliane em uma propriedade rural no bairro Ubatumirim. A principal linha de investigação é de que o crime tenha sido motivado por desentendimentos relacionados ao pagamento de verbas trabalhistas.

Vitor Hugo Fróes
Vitor Hugo Fróes
Jornalista e publicitário formado pela Universidade do Vale do Paraíba, com trajetória construída em rádio, TV e portais de notícias da região. Ao longo da carreira, atuou como repórter, produtor de telejornais e editor web, além de acumular experiências em assessoria de imprensa e marketing digital. Fora das redações, é praticante de artes marciais, apaixonado por viagens e fã de video games.
Magno (à esquerda), sobrinho de Eliane, segue foragido pela morte de Berenice (à direito). Foto: Reprodução

A Polícia Civil procura o terceiro investigado pela morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, desaparecida no dia 30 de junho e encontrada morta dias depois em uma área de mata na Serra da Água, em Angra dos Reis (RJ). O homem, sobrinho da empresária Eliane Alves dos Santos, de 48 anos, está foragido e é considerado procurado pela Justiça.

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Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi concluído e a Justiça decretou a prisão preventiva dos três investigados. Eliane, apontada como autora dos disparos que mataram Berenice, já está presa. O companheiro dela, Irimar Castilho, de 55 anos, foi preso na segunda-feira (3), em Ubatuba, e encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.

Irimar Castilho foi preso na noite de segunda-feira (3). Foto: Reprodução

De acordo com a investigação, Berenice trabalhava havia cerca de quatro meses para Eliane em uma propriedade rural no bairro Ubatumirim. A principal linha de investigação é de que o crime tenha sido motivado por desentendimentos relacionados ao pagamento de verbas trabalhistas.

A cozinheira teria sido colocada em uma caminhonete sob o pretexto de ser levada ao hospital, mas foi assassinada no mesmo dia do desaparecimento. O corpo foi levado para o Rio de Janeiro e localizado cerca de duas semanas depois, com a identidade confirmada pelo filho da vítima.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou tentativas de ocultação de provas, como reparos no veículo usado no crime, troca de celulares, exclusão de dados e alteração de vestígios. Perícias também encontraram sangue humano nos veículos analisados.

Em vídeo divulgado nesta terça-feira (4), o delegado seccional de São Sebastião, André Costilhas, afirmou que a investigação foi concluída e reforçou que a busca pelo terceiro suspeito continua.

“O sobrinho de Eliane segue foragido e é considerado procurado da Justiça. A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a elucidação de crimes graves, a responsabilização de seus autores e a prestação de um serviço de Polícia Judiciária técnico, célere e comprometido com a sociedade”, disse.

Vídeo: Reprodução

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