Custo da cesta básica registrou alta nas principais capitais do país

Eduardo Cabrera
Eduardo Cabrera
Como dizia Chorão: "Eu vim de Santos". Estudante de Jornalismo na Universidade Católica de Santos, sou apaixonado por esporte, música e comunicação. Torcedor do Santos FC, acredito no jornalismo como uma ferramenta para informar, conectar pessoas e contar histórias.

O aumento no custo dos alimentos que compõem a cesta básica tem sido uma realidade constatada em diversas regiões do Brasil, conforme apontam os levantamentos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e de órgãos de defesa do consumidor, como a Fundação Procon. Os dados indicam que a inflação dos alimentos básicos tem pressionado significativamente o orçamento das famílias, com variações expressivas nas principais capitais do país.

Os principais responsáveis por impulsionar esse avanço de preços são produtos essenciais do dia a dia, com destaque para a batata, a cebola e o feijão-carioquinha. No acumulado do período, a batata registrou uma elevação drástica, com o preço do quilo chegando a dobrar em algumas praças, influenciado pela baixa produtividade no campo. A cebola e o feijão-carioquinha também apresentaram fortes altas, com reajustes expressivos que superaram a marca dos 50%. Outros itens essenciais, como o leite integral, o arroz e a carne bovina de primeira, também figuraram entre as principais pressões inflacionárias do período.

Especialistas e órgãos de pesquisa explicam que esses aumentos decorrem, principalmente, de fatores climáticos adversos e da redução da área plantada de determinadas culturas. Eventos climáticos instáveis afetaram negativamente o desenvolvimento e a colheita da primeira e da segunda safra de alimentos como o feijão e a batata, o que diminuiu a oferta final desses produtos no mercado varejista e elevou os preços repassados aos consumidores.

Esse cenário gera um impacto direto no poder de compra da população de baixa renda. Tomando como referência o salário mínimo vigente de R$ 1.621,00, o Dieese estima que o trabalhador brasileiro precisa comprometer cerca de 46% a 52% de seus rendimentos líquidos apenas para adquirir os produtos alimentícios básicos, gerando uma perda real na capacidade de arcar com outras despesas essenciais, como moradia, transporte e saúde.

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