Caso Berenice: Polícia prende terceiro suspeito de envolvimento na morte de cozinheira em Ubatuba

A polícia afirma que a cozinheira foi morta no dia 30 de junho, data do desaparecimento, após ser colocada em uma caminhonete sob o pretexto de ser levada ao hospital. O corpo foi transportado para uma área de mata em Angra dos Reis (RJ), onde foi encontrado 17 dias depois.

Vitor Hugo Fróes
Vitor Hugo Fróes
Jornalista e publicitário formado pela Universidade do Vale do Paraíba, com trajetória construída em rádio, TV e portais de notícias da região. Ao longo da carreira, atuou como repórter, produtor de telejornais e editor web, além de acumular experiências em assessoria de imprensa e marketing digital. Fora das redações, é praticante de artes marciais, apaixonado por viagens e fã de video games.
Foto: Reprodução

A Polícia Civil prendeu, na terça-feira (4), Magno dos Santos Neri Barbosa, de 31 anos, terceiro investigado por envolvimento no assassinato da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, em Ubatuba. Ele é sobrinho da empresária Eliane Alves dos Santos, apontada pela investigação como autora dos disparos que mataram a vítima.

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Segundo a Polícia Civil, Magno é suspeito de participação no homicídio e na ocultação do cadáver. A prisão ocorreu menos de 24 horas após a captura de Irimar Castilho, de 55 anos, companheiro de Eliane, investigado pelos mesmos crimes.

Com a prisão de Magno, todos os alvos com mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça foram localizados. Eliane, Irimar e Magno permanecem presos.

De acordo com as investigações da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião, o crime teria sido motivado por desentendimentos relacionados ao pagamento de verbas trabalhistas. Berenice trabalhava havia cerca de quatro meses para Eliane em uma propriedade rural no bairro Ubatumirim.

A polícia afirma que a cozinheira foi morta no dia 30 de junho, data do desaparecimento, após ser colocada em uma caminhonete sob o pretexto de ser levada ao hospital. O corpo foi transportado para uma área de mata em Angra dos Reis (RJ), onde foi encontrado 17 dias depois.

Ao longo de mais de um mês de investigação, a Polícia Civil reuniu imagens de monitoramento, rastreamento de veículos, laudos periciais, dados telefônicos e telemáticos, além de diligências realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo a corporação, também foram identificadas tentativas de ocultação de provas, como reparos no veículo utilizado no crime, troca de celulares, exclusão de dados e alteração de vestígios. Perícias encontraram sangue humano nos veículos analisados.

O inquérito segue em fase final, com a conclusão de laudos periciais, análise de dados obtidos por quebras de sigilo e novas oitivas para esclarecer completamente a dinâmica do crime.

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