Agosto Negro começa nesta quinta-feira (6) com seminário sobre igualdade racial em Campina Grande

A programação será desenvolvida ao longo de agosto em escolas, universidades e espaços culturais de diferentes municípios paraibanos.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

A abertura será realizada na Escola Professor Raul Córdula, em Campina Grande, e dará início à 15ª edição do seminário, que neste ano também marca os 40 anos do movimento negro de Campina Grande. A programação será desenvolvida ao longo de agosto em escolas, universidades e espaços culturais de diferentes municípios paraibanos.

De acordo com a organização, o evento reúne iniciativas de educação, cultura, arte e mobilização social, com o objetivo de ampliar o debate sobre o racismo e fortalecer ações de enfrentamento à discriminação racial.

O coordenador do seminário, professor Jair Silva, destacou que a edição de 2026 representa um momento de celebração da trajetória do movimento negro e, ao mesmo tempo, de continuidade da luta pela igualdade racial.

“O seminário completa 15 anos de resiliência e de resistência negra. É motivo de muito orgulho para Campina Grande, porque também vamos celebrar os 40 anos de existência do movimento negro da cidade”, afirmou.

A programação terá atividades em escolas da rede estadual, na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em parceria com o cursinho Pro Enem, e na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Hip-hop e juventude estarão entre os destaques

A arte e a cultura urbana terão espaço na programação do Agosto Negro, com apresentações do grupo Batuque Nagô, da banda Malassombro, da Batalha da Liba, do poeta Silas Silva e do rapper Nego Marley.

Nego Marley participará de atividades em escolas com apresentações de rap, poesia e palestras. A proposta é utilizar a cultura hip-hop como instrumento de conscientização, principalmente entre os jovens.

“Estamos trazendo um Agosto Negro com potência máxima, incluindo o movimento hip-hop. O objetivo é levar esse debate para quem realmente interessa, que é a juventude. Precisamos educar para construir uma sociedade antirracista, porque essa luta começa pela base da sociedade”, afirmou o artista.

Durante as ações, o rapper também apresentará a poesia “Eu Sou”, trabalho inspirado em sua trajetória no movimento hip-hop e que aborda a arte como instrumento de transformação social.

Além das atividades realizadas em instituições de ensino, a programação inclui participação na Feira Literária de Fagundes e outras ações culturais ao longo do mês.

Programação segue até 31 de agosto

Segundo a organização, o 15º Seminário Agosto para a Igualdade Racial pretende reunir representantes de movimentos sociais, comunidade acadêmica, imprensa, artistas e a juventude negra periférica em torno de atividades de conscientização e discussão sobre o racismo.

A abertura ocorre nesta quinta-feira (6), na Escola Professor Raul Córdula, em Campina Grande. As atividades do seminário seguem até 31 de agosto, com ações previstas em diferentes espaços e municípios da Paraíba.

A edição de 2026 reúne, portanto, duas marcas importantes para o movimento negro de Campina Grande: os 15 anos do Seminário Agosto para a Igualdade Racial e os 40 anos de atuação do movimento negro na cidade.

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