Artista paraibana Célia Albuquerque é homenageada em exposição que abre nesta quinta-feira (6) em Natal

A exposição ficará aberta à visitação entre os dias 7 e 26 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

A artista paraibana Maria Célia de Albuquerque será homenageada a partir desta quinta-feira (6), com a abertura da exposição “Sobre Viver”, na Galeria Conviv’Art, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A solenidade de abertura está marcada para as 18h30.

Nascida em Itabaiana, na Paraíba, em 1º de março de 1948, Célia Albuquerque construiu uma trajetória artística marcada pela representação da natureza, da arquitetura e da memória urbana. A exposição ficará aberta à visitação entre os dias 7 e 26 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

A mostra reúne trabalhos que retratam elementos presentes principalmente na paisagem de Natal, onde a artista viveu a partir de 1972. Fachadas de prédios antigos, janelas, lambrequins e gradis aparecem em diferentes obras, ao lado de pinturas de árvores, pássaros e abacaxis.

Também fazem parte da exposição trabalhos produzidos em cerâmica, com composições florais e mosaicos coloridos.

Artista dedicou obras à preservação da memória e do meio ambiente

A curadoria de “Sobre Viver” é assinada por Cecília Chrispim, filha da artista. Segundo ela, a exposição busca apresentar aspectos da produção de Célia relacionados à preservação do patrimônio histórico e ambiental.

Cecília conta que a mãe era especialmente ligada à arquitetura e demonstrava preocupação com a transformação da paisagem urbana de Natal. A artista acompanhava com apreensão a demolição e a descaracterização de construções históricas da cidade.

A relação com a natureza também esteve presente em sua produção. O desmatamento, as queimadas, a impermeabilização do solo e o ritmo acelerado da vida urbana eram questões que, segundo a filha, contribuíam para o distanciamento entre as pessoas e o meio ambiente.

Entre as lembranças destacadas pela curadora estão os pássaros, que eram abundantes na infância de Célia, mas que, com as mudanças ambientais e urbanas, passaram a ser vistos e ouvidos com menor frequência.

Trajetória começou ainda na infância

Maria Célia de Albuquerque começou a se envolver com a arte ainda criança. Aos oito anos, já auxiliava freiras do colégio onde estudava em atividades relacionadas à produção artística.

Natural de Itabaiana, a artista também tinha orgulho de sua cidade natal, lembrada por ela como o local onde nasceu o músico e compositor Sivuca.

Em 1972, Célia se mudou para Natal, onde desenvolveu diferentes atividades profissionais. Foi professora de Artes no Colégio Marista e trabalhou na Biblioteca Câmara Cascudo, no setor de audiovisual.

Também atuou como auditora fiscal na Secretaria da Fazenda, conciliando o trabalho com a produção desenvolvida em seu ateliê.

Nos últimos anos de vida, dedicou-se especialmente à produção de aquarelas e caligrafias para convites, atividade que, segundo a filha, despertava seu interesse pela delicadeza e pela possibilidade de transformar projetos de casamentos e festas de debutantes em apresentações artísticas.

Célia Albuquerque morreu em 18 de junho de 2025, aos 77 anos.

Visitação

A exposição “Sobre Viver” será aberta nesta quinta-feira (6), às 18h30, na Galeria Conviv’Art da UFRN, em Natal.

A mostra poderá ser visitada de 7 a 26 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

A realização é do Núcleo de Arte e Cultura (NAC) da UFRN, com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da universidade.

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