A Ecovias Imigrantes, em parceria com o Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Itutinga Pilões (PESM-NIP), divulgou que está realizando uma ação de restauração ambiental na região da Interligação Planalto, com foco no controle de espécies invasoras que comprometem o desenvolvimento da vegetação nativa da Mata Atlântica.
A iniciativa inclui o manejo de árvores do gênero Pinus, consideradas uma das espécies invasoras mais agressivas do Brasil. De crescimento rápido e alta capacidade de dispersão, essas espécies competem por recursos como luz, água e nutrientes, dificultando a regeneração de plantas nativas e impactando diretamente a biodiversidade local.
Além disso, o acúmulo de acículas (folhas do pinus) no solo altera as condições naturais do ambiente, reduzindo a capacidade de germinação de outras espécies. A dispersão das sementes, favorecida pelo vento, contribui para a expansão da espécie, ampliando o desequilíbrio ecológico.
A iniciativa também se destaca pela ampliação das áreas em recuperação ambiental. Enquanto os projetos iniciais previam intervenções em cerca de 7,8 hectares, o controle das espécies invasoras permitiu expandir esse alcance para mais de 40 hectares — o equivalente a aproximadamente 40 campos de futebol. Na prática, o manejo adotado ampliou em mais de cinco vezes a área beneficiada, potencializando os impactos positivos para a fauna e a flora da região.
Ao todo, foram retiradas 578 árvores da espécie pinus em diferentes pontos do Sistema Anchieta-Imigrantes, incluindo áreas da Ciclovia Rota Márcia Prado e estruturas operacionais ao longo das rodovias, como acessos de serviço e contenções. Os locais seguem em monitoramento para identificar a recuperação das áreas e a regeneração da vegetação nativa.
O controle de espécies invasoras faz parte das ações ambientais realizadas pela Ecovias Imigrantes em diferentes pontos do sistema. Obras como a implantação da rampa de escape, a Base de Serviço ao Usuário da Via Anchieta, a ciclovia Rota Márcia Prado e a reconstituição da Estrada de Serviço contaram com esse tipo de manejo ambiental.
Segundo o coordenador de Sustentabilidade da Ecovias Imigrantes, Jefferson Cleber da Silva Junior, a ação é fundamental para a preservação ambiental da região. “Ao invadir ecossistemas naturais, o pinus provoca a redução da biodiversidade e pode afetar até mesmo a disponibilidade de recursos hídricos, tornando essencial o seu controle em áreas de vegetação nativa”.
De acordo com o documento elaborado pela Fundação Florestal, o controle da espécie invasora deve ser realizado por meio de corte na base do tronco durante o período seco e sem a utilização de herbicidas, respeitando critérios ambientais e garantindo a regeneração natural da vegetação nativa.
O trabalho será realizado por três anos, com entrega de relatórios a cada 12 meses. O projeto faz parte de um conjunto de iniciativas da Ecovias Imigrantes voltadas à recuperação de áreas inseridas em um dos biomas mais relevantes e ameaçados do país. Após o manejo das espécies invasoras, as áreas passam a ser monitoradas para acompanhar o desenvolvimento da vegetação nativa e evitar novas ocorrências.
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