Justiça condena homem a mais de 40 anos de prisão por estupros em São José

Crimes foram cometidos contra três vítimas, incluindo uma criança de 9 anos.

Vitor Hugo Fróes
Vitor Hugo Fróes
Jornalista e publicitário formado pela Universidade do Vale do Paraíba, com trajetória construída em rádio, TV e portais de notícias da região. Ao longo da carreira, atuou como repórter, produtor de telejornais e editor web, além de acumular experiências em assessoria de imprensa e marketing digital. Fora das redações, é praticante de artes marciais, apaixonado por viagens e fã de video games.
Foto: Reprodução

A Justiça de São José dos Campos condenou Anderson Pereira Guedes a mais de 42 anos de prisão por crimes sexuais praticados em 2015 e 2016 contra três mulheres, sendo uma delas uma criança de 9 anos à época dos fatos. As duas sentenças foram assinadas pela juíza Roberta Layaun Chiappeta de Moraes Barros.

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No primeiro caso, julgado em junho de 2026, Anderson recebeu pena de 15 anos, 6 meses e 20 dias por ter abusado de uma menina de 9 anos enquanto ela dormia, em 2015, na Vila Ester. Ele estava na casa da família como convidado, acompanhado da própria esposa, quando foi até o cômodo onde a criança dormia ao lado da mãe e cometeu o abuso.

Antes de sair, Anderson ameaçou a menina dizendo que mataria ela e sua família se ela contasse o que havia acontecido. A vítima ficou em silêncio por quase dez anos. Quando o pai soube do ocorrido e tentou confrontar Anderson, ele atropelou o casal, matando o pai e deixando a mãe gravemente ferida.

A filha só se sentiu segura para denunciar em 2024, quando soube que Anderson havia sido preso por outro crime. Anderson responde pelo atropelamento e pelos homicídios de duas outras mulheres separadamente.

No segundo caso, julgado em abril de 2026, Anderson foi condenado a 26 anos e 8 meses por ter abusado de uma amiga em duas ocasiões em 2016, sempre enquanto ela dormia. No primeiro episódio, a vítima acordou com ele sobre ela na própria casa e chamou pela esposa de Anderson, que estava presente.

Meses depois, a esposa convidou a amiga para dormir em sua casa, garantindo que Anderson estaria trabalhando. Ele voltou de madrugada e cometeu o segundo abuso à força. Antes de ir embora, ameaçou uma outra amiga que estava no local, dizendo que ela seria a próxima. Essa mulher foi assassinada em 2018.

Em ambos os processos, Anderson negou os crimes. A juíza rejeitou a versão dele e destacou que os relatos das vítimas foram detalhados e coerentes, o que é suficiente para embasar a condenação mesmo sem laudo pericial. Anderson acumula ainda condenações por roubo, porte de arma, homicídio e tentativa de homicídio.

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