REVIRAVOLTA: Júri aponta legítima defesa e absolve mulher acusada de matar o marido a facadas em Mogi Mirim

A mulher, que estava presa na penitenciária feminina de Mogi Guaçu desde outubro de 2025, foi solta após a absolvição

Samuel Silva
Samuel Silva
Jornalista em formação, apaixonado por esportes e audiovisual. Redator no Portal TH, Tudo Sobre Paulista e Coordenador de Mídias na Taça das Favelas Campinas!@silvasamuuel nas redes sociais!

Izabelle Freitas Lima da Silva, de 38 anos, foi absolvida pelo tribunal após ser acusada de matar o marido a facadas. O caso ocorreu em outubro de 2025, no Parque das Laranjeiras, em Mogi Mirim.

Ao longo do processo, a defesa da mulher alegou que o marido, Leonardo Lira Andrade de Lima, de 29 anos, era dependente químico e agredia fisicamente e psicologicamente a esposa, que seria a verdadeira vítima no caso.

Após exames no corpo de Leonardo, foi constatado cocaína no sangue do homem horas depois da morte, o que confirmou a informação dada pela defesa da mulher. Após a apuração dos fatos, Izabelle foi absolvida e o caso foi apontado como legítima defesa.

Sobre o caso

A defesa da mulher, em momento algum, negou o assassinado do marido. Porém, as explicações dadas retratavam uma história além do que as câmeras de segurança mostraram no dia dos fatos.

Foi apresentado ao júri que Izabelle sofria agressões psicológicas e físicas do marido, e que ele seria dependente químico. Segundo a defesa, a mulher estava em um relacionamento marcado por agressões ameaças e controle.

No dia da morte de Leonardo, uma discussão teria ocorrido entre o casal, e a mulher teria se defendido das ameaças e agressões do companheiro com facadas. Logo após as facadas, ela foi presa e estava à disposição da justiça desde então.

Exames foram realizados no corpo de Leonardo, e constataram que havia cocaína no sangue dele horas após a morte. O fato foi de encontro com a versão da defesa, e confirmou que o homem teria utilizado drogas.

Além do exame, algumas testemunhas foram ouvidas. Todas confirmaram a versão apresentada pela defesa, de que realmente Izabelle vivia em um relacionamento complicado, e a afirmaram que já tinham presenciado episódios de agressões do homem anteriormente.

Decisão do júri

Após analisar os fatos, ouvir a defesa e as testemunhas, o júri constatou que o assassinado cometido por Izabelle Freitas Lima da Silva, de 38 anos, foi em legítima defesa.

A mulher, que estava presa na penitenciária feminina de Mogi Guaçu, foi solta após a absolvição.

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