Câmara de Caçapava abre comissão para investigar prefeito Yan Lopes por suposto uso irregular de R$ 2,6 milhões

Denúncia aponta que o valor teria sido utilizado para o pagamento de subsídio tarifário ao transporte coletivo.

Vitor Hugo Fróes
Vitor Hugo Fróes
Jornalista e publicitário formado pela Universidade do Vale do Paraíba, com trajetória construída em rádio, TV e portais de notícias da região. Ao longo da carreira, atuou como repórter, produtor de telejornais e editor web, além de acumular experiências em assessoria de imprensa e marketing digital. Fora das redações, é praticante de artes marciais, apaixonado por viagens e fã de video games.
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Foto: Reprodução

A Câmara de Caçapava aprovou, por unanimidade, na noite de terça-feira (11), a abertura de uma comissão processante para investigar o prefeito Yan Lopes (Podemos) por suposto uso irregular de recursos do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito. A denúncia aponta que cerca de R$ 2,6 milhões do fundo teriam sido utilizados para o pagamento de subsídio tarifário ao transporte coletivo.

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A denúncia foi apresentada por Eugênio Pinto de Freitas Filho, marido da vice-prefeita Juliana Freitas (Podemos), e outras três pessoas. O documento questiona a destinação dos recursos e cita o artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro, que estabelece aplicações específicas para valores arrecadados com multas de trânsito.

Segundo a denúncia, a Resolução 875/2021 do Contran permite o uso de recursos em obras de infraestrutura viária e faixas exclusivas de ônibus, mas não autorizaria o pagamento de subsídios tarifários a empresas de transporte ou o custeio de déficits contratuais. O documento também aponta que recursos do fundo teriam sido utilizados para o pagamento de contas de energia elétrica.

O prefeito teria informado à Câmara que as despesas tinham respaldo no Código de Trânsito Brasileiro por terem relação com a arrecadação de multas.

Após o recebimento da denúncia, o presidente da Câmara, Adilson Henrique (PL), realizou o sorteio dos integrantes da comissão, formada por Dani Galdino (Republicanos), Fran Miranda (PL) e Pablo Fernandes (DC).

A comissão deverá apurar as acusações e garantir o direito de defesa de Yan Lopes. A abertura do processo não significa cassação do mandato. A votação teve os dez vereadores presentes; Catiane Fonseca (União Brasil) não participou por estar internada.

O Portal THMais entrou em contato com a Prefeitura de Caçapava, que encaminhou um posicionamento. Veja na íntegra:

A Prefeitura de Caçapava informa que o prefeito Yan Lopes recebeu com serenidade a decisão da Câmara Municipal de dar prosseguimento à denúncia relacionada à utilização de recursos do Fundo Municipal de Trânsito.

A Administração Municipal explica que os valores foram empregados em uma medida voltada à garantia da continuidade do transporte público coletivo. A utilização dos recursos contribuiu para manter a passagem de ônibus em R$ 4,20, sem a necessidade de transferência de um eventual aumento de custos aos usuários.

A Prefeitura ressalta que as decisões administrativas foram tomadas com base no interesse coletivo e dentro dos critérios que orientam a gestão pública, conforme parecer da Procuradoria Geral do Município. A Administração também destaca que irá apresentar, durante a tramitação do processo, os documentos, informações e argumentos técnicos e jurídicos relacionados às medidas questionadas.

O Município afirma que respeita o procedimento instaurado pelo Legislativo e confia na análise das instituições competentes. A expectativa da Administração é de que, ao longo da apuração, sejam esclarecidas todas as questões levantadas e confirmada a regularidade dos atos praticados“.

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