Dois advogados e corretor de imóveis são presos em operação contra fraude em Campinas

Segundo a investigação, grupo teria usado documentos falsos, pessoas em situação de vulnerabilidade e processos judiciais para tentar tomar imóveis de terceiros

Letícia Borges
Letícia Borges
Jornalista em formação pela PUC-Campinas, cristã e apaixonada por comunicação. Amo desenhar, assistir filmes e, ultimamente, tudo que envolve o universo dos casamentos. Filha de pais incríveis, tenho minha irmã como melhor amiga e sou noiva de um homem que admiro muito @lee_tborges
Dois advogados e corretor de imóveis são presos em operação contra fraude em Campinas

A Polícia Militar e o Ministério Público deflagraram, na manhã desta quinta-feira, 13 de agosto, a Operação Dominus, em Campinas. A ação investiga um suposto esquema envolvendo dois advogados, um corretor de imóveis e pessoas em situação de vulnerabilidade que seriam usadas como “laranjas”.

Em Campinas, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão. Os alvos são dois advogados e um corretor de imóveis.

Segundo a investigação, o grupo teria identificado imóveis de terceiros e buscado maneiras de tomar a posse ou a propriedade desses bens. A suspeita é de que pessoas em situação de vulnerabilidade fossem utilizadas para dar aparência de legalidade às ações.

Ainda de acordo com a apuração, documentos falsos teriam sido usados no esquema. As pessoas recrutadas poderiam, segundo o Ministério Público, nem saber exatamente o que estavam assinando.

A investigação aponta ainda que processos judiciais, como ações de usucapião e despejo, poderiam ser utilizados para tentar dar aparência de legalidade à tomada dos imóveis.

Os investigadores também apuram se testemunhas teriam recebido vantagens para confirmar, na Justiça, versões falsas dos fatos.

Segundo a apuração, cada um dos suspeitos teria uma função dentro do esquema. O corretor seria responsável por localizar imóveis que poderiam ser alvos e encontrar pessoas em situação de vulnerabilidade. Já os advogados seriam responsáveis, conforme a investigação, por conduzir as ações judiciais relacionadas aos imóveis.

Durante a operação, os policiais apreenderam documentos, celulares, computadores e outros materiais que podem ajudar a investigação a identificar novos envolvidos e possíveis vítimas.

Todo o material apreendido será encaminhado para a sede do GAECO, em Campinas. A investigação continua para tentar descobrir a extensão do suposto esquema e identificar outras pessoas que possam estar envolvidas.

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