“Ele ganhou a confiança da vítima e pediu vídeos sexuais pelo Roblox”, diz promotor sobre preso em Pinda

Suspeito de 43 anos foi preso durante a Operação Refúgio. Ele usava créditos de jogos para aliciar a menina.

Vitor Hugo Fróes
Vitor Hugo Fróes
Jornalista e publicitário formado pela Universidade do Vale do Paraíba, com trajetória construída em rádio, TV e portais de notícias da região. Ao longo da carreira, atuou como repórter, produtor de telejornais e editor web, além de acumular experiências em assessoria de imprensa e marketing digital. Fora das redações, é praticante de artes marciais, apaixonado por viagens e fã de video games.
Foto: Reprodução

Um homem de 43 anos foi preso na manhã de quarta-feira (12), em Pindamonhangaba, suspeito de aliciar e solicitar imagens e vídeos sexuais de uma menina de 11 anos de Belo Horizonte por meio de redes sociais e da plataforma de jogos Roblox. A prisão preventiva foi cumprida durante a Operação Refúgio, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais.

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O promotor-justiça coordenador do GAE-Ciber do MPMG, André Salles de Espinto, explicou como o suspeito agiu.

“Ele primeiro fez contato com a vítima por meio de uma determinada rede social, ganhou a confiança da vítima e transferiu essa conversa para outra rede social, o Roblox, onde, através de pagamentos de dinheiro desta plataforma, solicitou a ela que lhe enviasse registros e vídeos de cunho sexual”, disse o promotor, em vídeo enviado ao TH+ SBT Vale.

O caso foi descoberto pela mãe da criança, que identificou as conversas e as apresentou às autoridades. A partir do material e de diligências de inteligência, os investigadores conseguiram localizar o suspeito em Pindamonhangaba.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos três celulares, uma CPU, um HD e outros materiais eletrônicos, que serão periciados. Também foram encontradas duas armas de fogo e 48 munições, o que resultou na prisão em flagrante do homem por esse fato.

Foto: Divulgação/MPSP

A ação contou com apoio do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar de São Paulo, do Algaeco Regional do Vale do Paraíba e de policiais civis e militares mineiros cedidos ao GAE-Ciber. A apuração sobre o crime contra a criança segue sob sigilo.

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