Depois de meses de tratamento, a família de Áurea recebeu, em fevereiro, a notícia de que a menina estava livre da doença. No entanto, apenas dois meses depois, em abril, o câncer voltou de forma mais agressiva e rápida. Os primeiros sinais foram percebidos pelos pais, que identificaram um novo nódulo na região da axila. Com o passar do tempo, a doença também atingiu o cotovelo. Segundo a família, enquanto o primeiro tumor havia levado cerca de três a quatro meses para crescer, dessa vez a evolução ocorreu em aproximadamente dois meses. Diante da velocidade da doença, Áurea iniciou um novo tratamento de quimioterapia, chamado ICE. Ela passou por dois ciclos, mas não apresentou melhora. Os médicos tentaram retomar a quimioterapia utilizada no início do tratamento, mas também não houve resposta. A equipe médica explicou à família que, para tentar salvar a vida da menina, a melhor alternativa seria a amputação do braço direito junto com o ombro. A decisão foi uma das mais dolorosas enfrentadas pela família, mas era considerada a única possibilidade para tentar preservar a vida de Áurea. Ao saber do que precisaria acontecer, ela respondeu: “Tudo bem. Se isso acontecer, é para eu ficar viva e bem!”
A amputação foi realizada no dia 20 de julho, e o diagnóstico confirmou novamente o PEComa, um tipo raro de tumor. Mesmo diante de todo o tratamento, Áurea segue sorrindo, brincando, indo à escola e sonhando com o futuro. Após a cirurgia, o primeiro laudo identificou nove linfonodos na região do braço, que, segundo a família, estavam livres da doença. Ainda é aguardado o resultado da biópsia do restante do material retirado na cirurgia. Como se trata de uma peça de grande extensão, os médicos explicaram que a análise completa pode levar mais tempo. Atualmente, Áurea toma quimioterapia em comprimidos diariamente em casa e vai ao GRAACC a cada sete a 15 dias para acompanhamento, exames de sangue e troca do curativo do PICC. Os próximos passos dependem dos resultados dos exames, principalmente dos exames de imagem.
Sonho por uma prótese
Após a amputação, o maior sonho de Áurea é conseguir uma prótese para realizar atividades do dia a dia com mais autonomia, brincar com facilidade e viver a infância com mais liberdade. O custo do equipamento está acima das possibilidades financeiras da família, que criou uma vaquinha para arrecadar recursos. Qualquer contribuição pode fazer diferença, e quem não puder doar também pode ajudar compartilhando a história. Mais do que uma prótese, o objetivo da família é proporcionar a Áurea mais autonomia, liberdade e a oportunidade de continuar vivendo a infância da maneira mais plena possível.
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