Morre aos 73 anos o comunicador Compadre Mineiro, uma das vozes tradicionais do rádio de Ribeirão

Com mais de três décadas no rádio, ele conquistou gerações de ouvintes com humor, música sertaneja e um estilo marcado pela linguagem interiorana.

Saulo Astini
Saulo Astini
Radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.
Imagem: Reprodução

O rádio de Ribeirão Preto perdeu nesta segunda-feira (17) um de seus comunicadores mais conhecidos. Morreu, aos 73 anos, Compadre Mineiro, que construiu uma trajetória de mais de 30 anos na comunicação e se tornou uma voz familiar para milhares de ouvintes da cidade e da região.
Segundo informações divulgadas sobre a morte, o comunicador enfrentava um grave problema pulmonar.


À frente do tradicional programa Cumpadre Mineiro, na Clube 1 FM, Compadre Mineiro fazia das primeiras horas da manhã um encontro diário com o público. A atração, exibida a partir das 5h, reunia música sertaneja e humor e tinha como uma de suas principais marcas o jeito interiorano de se comunicar.
Mais do que apresentar músicas, Compadre Mineiro criou uma forma própria de conversar com o ouvinte, aproximando o rádio da rotina das famílias e valorizando uma linguagem popular, simples e bem-humorada.


A presença diária no rádio durante décadas fez com que sua voz se tornasse parte da memória afetiva de diferentes gerações de Ribeirão Preto e dos municípios da região.
Diogo Souza, comunicador da Rádio 79, empresa do Grupo Thathi de Comunicação, já trabalhou com o Compadre Mineiro e lembra com carinho da alegria do radialista. “Ele foi um profissional simples e generoso, que me ajudou no início da carreira no rádio e sempre me tratou com carinho. E o Compadre Mineiro sempre teve muito bom humor. sempre disposto a contar uma piada e alegrar o ambiente”, lembra Diogo.


O repórter e radialista Lúcio Mendes, também exaltou a alegria do companheiro de profissão. “Nas manhãs regionais, com sua voz alegre, encorpada e descontraída, o Compadre Mineiro, nome artístico de Antônio Oliveira, entrava pelos rádios das casas e se tornava mais que um animador: era praticamente alguém da família, companheiro de quem se preparava para o trabalho, cuidava da casa ou simplesmente começava mais um dia.”, comenta Lúcio.


O velório acontece amanhã (18), a partir das 7 horas no Memorial Bom Pastor. O sepultamento será às 10 horas no Cemitério Bom Pastor, em Ribeirão Preto.

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