O adolescente de 17 anos suspeito de matar Washington Rodrigo, de 33 anos, dentro de um flat em João Pessoa, foi ouvido durante a primeira audiência do processo, realizada nesta segunda-feira (17). Segundo o advogado que atua como assistente de acusação e representa a família da vítima, o adolescente confirmou que houve o crime, mas não entrou em detalhes e permaneceu em silêncio em parte dos questionamentos.
O caso tramita em sigilo por envolver um adolescente. Por isso, detalhes sobre os depoimentos e as provas reunidas não foram divulgados.
De acordo com o advogado Robério Capistrano, durante a audiência o adolescente afirmou que estaria sendo vítima de extorsão. O defensor da família da vítima, porém, disse não considerar essa versão suficiente para explicar o crime.
O adolescente também teria apresentado uma versão relacionada à legítima defesa. Para o assistente de acusação, a hipótese não é compatível com a dinâmica dos fatos, mas ele ressaltou que o processo é sigiloso e que não pode detalhar os elementos que fundamentam sua avaliação.
Segundo o advogado, existe ainda a suspeita de que outras pessoas possam ter participado do crime. Ele afirmou que a dinâmica encontrada no local não indicaria, em sua avaliação, a atuação de apenas uma pessoa.
A próxima audiência está marcada para 31 de agosto. Nessa etapa, devem ser ouvidos policiais, pessoas que chegaram ao local após o crime e outras testemunhas relacionadas à investigação.
A audiência também deverá definir se o adolescente permanecerá internado em uma unidade socioeducativa ou poderá responder ao processo em liberdade.
O jovem foi apreendido em Caicó, no Rio Grande do Norte, e posteriormente levado para João Pessoa, onde permanece internado. Como o crime ocorreu na capital paraibana, a defesa da família da vítima pretende que ele continue na cidade durante o processo.
O advogado afirmou que teve acesso apenas a parte das imagens relacionadas ao caso e pretende analisar outros registros de câmeras do empreendimento onde ocorreu o assassinato.
A eventual participação de outras pessoas ainda precisa ser esclarecida pelas autoridades. Até o momento, o adolescente é apontado como principal suspeito do crime.
A definição sobre a medida socioeducativa que será aplicada dependerá da análise da Justiça e do conjunto de provas produzido durante o processo.


