Médicos do HC explicam o que levou à morte de gêmeas após separação

Heloísa e Helena foram totalmente separadas, mas sofreram instabilidade cardiovascular e paradas cardiorrespiratórias

Divulgação

A equipe médica responsável pela separação de Heloísa e Helena detalhou, nesta terça-feira (18), em coletiva no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, as circunstâncias que levaram à morte das gêmeas.

As meninas, de 2 anos e 7 meses, estavam unidas pela cabeça e passaram por cinco etapas cirúrgicas desde agosto de 2025.

Segundo os médicos, a cirurgia final começou no sábado (15) e durou cerca de 15 horas. A separação completa foi concluída por volta das 23 horas, quando foram desligadas as últimas estruturas que ainda ligavam as irmãs.

Logo depois, porém, as meninas apresentaram instabilidade hemodinâmica. Uma delas estava com pressão arterial elevada, enquanto a outra apresentava pressão baixa. Helena sofreu uma parada cardiorrespiratória cerca de dois minutos depois da separação. Heloísa teve a parada aproximadamente 12 minutos depois da irmã. A equipe realizou manobras de reanimação e utilizou medicamentos e os recursos disponíveis, mas não conseguiu reverter o quadro.

Os médicos explicaram que, até a última cirurgia, cerca de 75% das estruturas compartilhadas, entre cérebro e vasos sanguíneos, já haviam sido separadas. A etapa final foi planejada para concluir os 25% restantes, após meses de preparação para reduzir os riscos do procedimento.

Heloísa e Helena foram o terceiro caso de gêmeas unidas pela cabeça tratado pelo HC de Ribeirão Preto. Os dois casos anteriores, em 2018 e 2023, tiveram a separação concluída com sucesso

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