Um guarda civil de 35 anos, de Parnamirim (RN), foi preso preventivamente nesta sexta-feira (21), em João Pessoa, por suspeita de tentativa de homicídio contra dois seguranças e um funcionário de limpeza de uma casa de shows. O crime aconteceu em abril, no bairro Portal do Sol, na capital paraibana.
O homem foi localizado por policiais na casa de familiares, no bairro Jaguaribe, após deixar o endereço onde morava quando tomou conhecimento da prisão preventiva decretada pela Justiça.
A prisão foi realizada pela Polícia Civil da Paraíba, em uma ação conjunta da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e da Unidade de Inteligência da Polícia Civil (Unintelpol).
Segundo a investigação, o crime ocorreu em 21 de abril. Na ocasião, o guarda chegou a ser preso, mas por outras ocorrências: disparos de arma de fogo em via pública, direção sob efeito de álcool e direção perigosa.
Ele foi liberado após o pagamento de R$ 5 mil de fiança.
De acordo com a Polícia Civil, os funcionários que teriam sido vítimas da tentativa de homicídio não relataram o episódio inicialmente por medo.
Conforme as investigações, o homem teria disparado uma arma de fogo e agredido pessoas que estavam na casa de shows. Ele também teria efetuado disparos contra dois seguranças particulares e um funcionário responsável pela limpeza do estabelecimento.
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça em julho, depois que o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) acolheu um recurso.
Após tomar conhecimento da decisão, o investigado deixou o endereço onde morava e passou a ser considerado foragido.
Os policiais encontraram o homem na manhã desta sexta-feira na residência de familiares, em Jaguaribe. Ele foi preso e encaminhado ao sistema prisional.
O investigado responderá pelos disparos de arma de fogo e pelas tentativas de homicídio, segundo a Polícia Civil. As circunstâncias do caso continuam sendo investigadas.
O homem é servidor da Guarda Civil de Parnamirim, na Grande Natal.
Após a primeira prisão, a Secretaria de Segurança Pública, Defesa Social e Mobilidade Urbana do município informou que não compactuava com condutas inadequadas de servidores e que seria aberto um procedimento administrativo para apurar o caso.
O órgão também informou, à época, que o agente seria afastado das funções até a conclusão das investigações.


