São José do Rio Preto (SP) registrou três novos casos de estelionato eletrônico em um curto intervalo de tempo no Plantão Policial, que resultaram em um prejuízo acumulado de ao menos R$ 33.183,36 para as vítimas. Os boletins de ocorrência revelam a diversidade de táticas aplicadas pelos golpistas, que variam desde falsas promessas de contratação profissional e venda de veículos por redes sociais até o golpe da falsa central telefônica bancária.
A primeira ocorrência foi registrada na tarde dessa quarta-feira, dia 26 de agosto de 2026. Um morador do bairro Jardim América relatou ter recebido o contato via WhatsApp de um indivíduo que se apresentou sob a falsa identidade de um contratante que buscava um motorista de confiança para prestação de serviços.
Durante a suposta entrevista e cadastro, o golpista solicitou documentos pessoais, cópia da CNH, dados e placa do veículo. Em seguida, o criminoso afirmou falsamente ter efetuado um pagamento em valor superior ao combinado na conta da vítima e exigiu a devolução das quantias excedentes.
Acreditando nno falso contratante, a vítima realizou três transferências do tipo TED e dois depósitos em dinheiro, totalizando R$ 23.040,00. As transferências foram destinadas a diferentes contas de terceiros.
Posteriormente, ao constatar que o crédito anunciado jamais caiu em sua conta e que as mensagens no aplicativo haviam sido apagadas pelo golpista, a vítima procurou seu banco, descobrindo inclusive que a identidade utilizada pelo criminoso pertence a uma pessoa já falecida.
Falsa negociação de veículo via rede social
Também na quarta-feira, no período da noite, um morador da região do Parque da Cidadania procurou o plantão policial para comunicar ter sido vítima de fraude na compra de um automóvel anunciado no Marketplace do Facebook.
A vítima manteve conversas com os golpistas por meio de números com DDD 11. Confiando estar adquirindo o automóvel pretendido, realizou transferências via Pix e três depósitos em dinheiro em uma casa lotérica para contas indicadas pelos fraudadores. Após efetuar os pagamentos e não obter o bem nem o retorno dos interlocutores, constatou que havia caído em um golpe.
A vítima foi orientada pela Polícia Civil a apresentar os comprovantes das transações e as capturas de tela das conversas, bem como a acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) junto à sua instituição financeira na tentativa de reaver ou bloquear os valores.
Golpe da falsa dívida e da central telefônica de banco
O terceiro caso remonta ao dia 24 de agosto de 2026, na região da Vila Toninho, embora tenha sido formalmente comunicado à polícia no dia 26. Um morador recebeu uma ligação telefônica na qual o estelionatário se identificou inicialmente como cobrador de uma grande rede do varejo e, na sequência, como funcionário do Banco Itaú.
O golpista alegou a existência de uma pendência financeira antiga em nome da vítima e, diante da negativa de reconhecimento do débito, argumentou que terceiros estariam utilizando seus dados bancários. Sob a justificativa de cancelar as movimentações suspeitas, orientou a vítima a permanecer por cerca de uma hora no telefone, acessando o aplicativo bancário e autorizando diversos procedimentos de segurança simulados.
Ao encerrar a chamada, a vítima percebeu que havia sido enganada: foram realizados cinco pagamentos para contas de terceiros — totalizando R$ 4.543,36 — e a contratação não autorizada de um empréstimo pessoal no valor de R$ 5.600,00, gerando um prejuízo total de R$ 10.143,36. A vítima já formalizou a reclamação administrativa junto à instituição bancária requerendo o cancelamento do empréstimo e o ressarcimento dos valores subtraídos.
Todas as ocorrências foram registradas e encaminhadas aos respectivos Distritos Policiais de Rio Preto para investigação, identificação dos titulares das contas beneficiárias e adoção das medidas cabíveis.



