Operação do GAECO prende quatro policiais civis por cobrar propina para liberação de cargas ilegais

Segundo o MPSP, agentes exigiam cerca de 70% do valor das mercadorias para não apreender cargas de eletrônicos ilegais.

Giovanna Laranjo
Giovanna Laranjo
Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, atua na produção de conteúdo para mídias digitais, com experiência em televisão e apresentação. Voluntária na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, apaixonada por esportes, música e literatura.
Divulgação/MPPB

Durante operação do Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e da Corregedoria da Polícia Civil , nesta sexta-feira (28), quatro policiais civis foram presos preventivamente.

A Operação Merx tinha como objetivo reprimir atos de corrupção e lavagem de dinheiro praticados por policiais civis da Grande São Paulo.

Foi decretada a prisão preventiva de sete investigados, por decisão da Vara Regional das Garantias de Osasco, foram determinadas também buscas e apreensões, quebra de sigilo telemático e bloqueio de bens.

De acordo com as investigações do MPSP, os suspeitos solicitavam um pagamento, de cerca de 70% do valor das mercadorias, para não apreender cargas de aparelhos eletrônicos de origem ilegal. Os valores exigidos somam aproximadamente R$ 2.35 milhões.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços nos estados de São Paulo, Paraná e Goiás, além de unidades policiais.

Além dos quatro policiais civis que tiveram prisão preventiva decretada, um advogado e duas pessoas responsáveis pelo pagamento de vantagens indevidas aos agentes públicos também foram detidos.

Um investigador foi afastado do exercício da função pública e proibido de manter contato com investigados e testemunhas. A Justiça também determinou o sequestro e o bloqueio de bens no valor total de até R$ 4 milhões.

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