Caso Gisele: Justiça remarca interrogatório de tenente-coronel preso em São José após ser acusado de matar a esposa

Ato estava previsto para esta sexta-feira (28), mas foi adiado por decisão da 5ª Vara do Júri do Foro Central Criminal.

Vitor Hugo Fróes
Vitor Hugo Fróes
Jornalista e publicitário formado pela Universidade do Vale do Paraíba, com trajetória construída em rádio, TV e portais de notícias da região. Ao longo da carreira, atuou como repórter, produtor de telejornais e editor web, além de acumular experiências em assessoria de imprensa e marketing digital. Fora das redações, é praticante de artes marciais, apaixonado por viagens e fã de video games.
Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo remarcou para 8 de setembro, às 10h, o interrogatório do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana. O ato estava previsto para esta sexta-feira (28), mas foi adiado por decisão da 5ª Vara do Júri do Foro Central Criminal.

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A decisão foi assinada na quinta-feira (27) pela juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro. Segundo o despacho, a alteração ocorreu após a perita responsável pelo caso solicitar mais prazo para complementar um laudo. A defesa havia informado que considerava a juntada do documento necessária para a realização do interrogatório do réu.

Na decisão, a magistrada determinou que o Instituto de Criminalística tenha prazo suplementar e improrrogável de cinco dias para apresentar a prova complementar. Como Geraldo está preso preventivamente, a Justiça também determinou sua requisição para a nova data.

Interrogatório encerra fase de instrução

O interrogatório é a última etapa prevista para o encerramento da instrução processual. As testemunhas de acusação e defesa já foram ouvidas ao longo de quatro dias de audiências, quando foram colhidos depoimentos de policiais militares, peritos criminais, delegados, médicos do resgate, familiares da vítima e da filha de Gisele, de 7 anos.

Após o encerramento da instrução, o processo deve avançar para a próxima etapa da ação penal, que definirá o prosseguimento do caso perante o Tribunal do Júri.

Geraldo, de 53 anos, responde por feminicídio qualificado e fraude processual. Ele está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.

Relembre o caso

Gisele Alves Santana, de 32 anos, morreu após ser atingida por um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde vivia com o marido, no bairro do Brás, região central de São Paulo.

O tenente-coronel nega ter cometido o crime e sustenta que a esposa tirou a própria vida. Ele foi preso no dia 18 de março em sua residência, localizada em São José dos Campos.

Segundo a denúncia do Ministério Público, porém, Geraldo teria imobilizado Gisele por trás e efetuado um disparo à queima-roupa. A acusação afirma ainda que o oficial teria aguardado cerca de 30 minutos antes de acionar o socorro e, nesse intervalo, alterado a cena para simular um suicídio.

Os investigadores apontaram, entre outros elementos, lesões no pescoço e na mandíbula da vítima, além de manchas de sangue com padrão de gotejamento na bermuda usada pelo acusado no dia da morte.

O caso tramita na Justiça comum, uma vez que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu que crimes dolosos contra a vida são de competência da Justiça comum, afastando a possibilidade de julgamento do feminicídio pela Justiça Militar.

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