Um homem foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira (27), em Queluz, suspeito de envolvimento em crimes de extorsão, tráfico de drogas, associação para o tráfico e milícia privada. A prisão aconteceu às 15h54, no bairro Figueira.
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Segundo a Polícia Civil, o homem passou a ser investigado durante uma apuração sobre o furto de 22 cabeças de gado. Durante as diligências, uma das vítimas relatou ter sido ameaçada e coagida pelo suspeito.
De acordo com o depoimento, a vítima teria pegado R$ 10 mil emprestados, mas recebido apenas R$ 2 mil. Ainda segundo o relato, o suspeito teria usado a dívida para pressioná-la a participar do furto dos animais.
A vítima trabalhava como administradora de uma fazenda e teria sido obrigada a identificar e auxiliar na retirada dos animais. A investigação também aponta que o suspeito teria contado com a ajuda de comparsas para ameaçar as vítimas.
Durante as diligências, a vítima apresentou aos policiais um áudio enviado pelo investigado. Segundo a polícia, na mensagem ele exigia ser avisado quando ela deixasse a delegacia e determinava que permanecesse em silêncio sobre seu suposto envolvimento nos crimes. O áudio acabou sendo apagado, mas os policiais registraram o conteúdo por meio de fotografias feitas no celular da vítima.
Na residência do suspeito, os policiais apreenderam dois celulares, uma balança de precisão com possíveis resíduos de drogas, uma faca com possíveis vestígios de entorpecentes, um recipiente metálico que poderia ser utilizado para fracionamento de drogas e dois pedaços de plástico com possíveis resíduos.
Ainda segundo o boletim, o homem teria afirmado informalmente que poderia devolver o gado, mas se recusou a desbloquear o celular para auxiliar na identificação de um possível receptador. Em interrogatório, acompanhado de advogados, ele permaneceu em silêncio.
A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pelos crimes de extorsão, tráfico de drogas, associação para o tráfico e milícia privada.
O suspeito foi encaminhado ao Centro de Triagem de Cruzeiro, onde permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil também solicitou a prisão preventiva e a quebra do sigilo dos celulares apreendidos para análise de mensagens, aplicativos e outros dados que possam contribuir com a investigação.
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