Setembro Roxo alerta para fibrose cística; saiba quais são os sintomas e como é feito o diagnóstico

A mobilização busca ampliar o conhecimento sobre os sinais da doença, estimular o diagnóstico precoce e orientar pacientes e famílias sobre a importância do acompanhamento especializado.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O mês de setembro é marcado pela campanha Setembro Roxo, dedicada à conscientização sobre a fibrose cística, uma doença genética rara que pode comprometer principalmente os sistemas respiratório e digestivo.

A mobilização busca ampliar o conhecimento sobre os sinais da doença, estimular o diagnóstico precoce e orientar pacientes e famílias sobre a importância do acompanhamento especializado.

Em 2026, o Setembro Roxo passou a integrar oficialmente o calendário nacional como Mês Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística, instituído pela Lei nº 15.465/2026.

Duas datas concentram as ações de conscientização: 5 de setembro, Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística, e 8 de setembro, Dia Mundial da Fibrose Cística.

A data mundial faz referência à publicação, em 1989, da descoberta do gene CFTR, relacionado à doença.

O que é fibrose cística?

Também conhecida como mucoviscidose ou “doença do beijo salgado”, a fibrose cística é uma doença genética e não contagiosa.

A alteração genética interfere no funcionamento da proteína CFTR e faz com que determinadas secreções do organismo se tornem mais espessas do que o normal.

Esse muco mais viscoso pode dificultar a eliminação das secreções e afetar órgãos como pulmões, pâncreas e sistema digestivo.

Atualmente, a doença não tem cura, mas o acompanhamento adequado e os avanços no tratamento permitem controlar sintomas, reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Quais são os sinais de alerta?

Os sintomas podem variar entre os pacientes e aparecer em diferentes fases da vida.

Entre os sinais que podem levantar a suspeita estão:

  • tosse persistente;
  • chiado no peito;
  • pneumonias e outras infecções respiratórias frequentes;
  • dificuldade para ganhar peso;
  • alterações intestinais;
  • secreções respiratórias espessas;
  • sinusites recorrentes;
  • suor com concentração elevada de sal.

O Ministério da Saúde também cita sintomas respiratórios persistentes e pneumonias frequentes entre as manifestações clínicas que devem levar à investigação da doença.

A presença desses sintomas isoladamente não significa que a pessoa tenha fibrose cística. O diagnóstico depende de avaliação médica e exames específicos.

Teste do Pezinho pode levantar suspeita

A investigação da fibrose cística pode começar ainda nos primeiros dias de vida por meio do Teste do Pezinho, realizado em recém-nascidos.

Segundo o Ministério da Saúde, a triagem utiliza a dosagem da tripsina imunorreativa (IRT) em amostras de sangue coletadas nos primeiros dias de vida.

Quando o resultado aponta alteração, são necessários exames adicionais para confirmar ou descartar a doença.

O Teste do Suor é considerado uma das principais ferramentas para a confirmação do diagnóstico. O exame mede a concentração de cloro no suor e deve ser realizado conforme indicação médica.

O diagnóstico precoce é considerado fundamental porque permite iniciar o acompanhamento e o tratamento antes que determinadas complicações avancem.

Como é o tratamento?

O tratamento varia de acordo com as manifestações da doença e deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar.

Entre as medidas que podem integrar o cuidado estão:

  • fisioterapia respiratória;
  • inalações;
  • atividade física;
  • acompanhamento nutricional;
  • suplementação de vitaminas;
  • reposição de enzimas pancreáticas, quando indicada;
  • uso de antibióticos e outros medicamentos;
  • medicamentos específicos direcionados à alteração da proteína CFTR, em pacientes que preencham os critérios clínicos.

O acompanhamento contínuo também permite identificar precocemente infecções e outras complicações relacionadas à doença.

Por que setembro é roxo?

A cor roxa é utilizada internacionalmente como símbolo da conscientização sobre a fibrose cística.

No Brasil, o Setembro Roxo reúne campanhas, eventos, iluminação de monumentos, ações nas redes sociais e atividades de orientação sobre diagnóstico e tratamento.

A campanha nacional de 2026 tem como foco chamar atenção para os sinais emitidos pelo corpo e reforçar que sintomas persistentes não devem ser ignorados.

Datas importantes

5 de setembro: Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística

8 de setembro: Dia Mundial da Fibrose Cística

Durante todo o mês: ações do Setembro Roxo para conscientização, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento

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