Uma mulher de 60 anos ficou gravemente ferida após ser arremessada de uma montanha-russa no resort Copper Mountain, no Colorado, Estados Unidos. O acidente aconteceu em 17 de agosto, durante o percurso da Rocky Mountain Coaster, e passou a ser investigado pelas autoridades estaduais.
A vítima, Nicola Parker, é moradora do Texas. Conforme a alegação apresentada por seus representantes, ela teria sido lançada para fora do assento enquanto o carrinho fazia uma curva. No entanto, o cinto de segurança permaneceu preso ao corpo, fazendo com que ela fosse arrastada pelos trilhos por cerca de 20 a 30 segundos.
O caso chamou atenção porque o funcionamento do sistema de segurança da atração passou a ser um dos pontos analisados na investigação.
Mulher foi arrastada pelos trilhos após ser arremessada
Segundo a versão apresentada pelos advogados da vítima, Parker seguia as orientações de segurança e estava utilizando o cinto quando ocorreu o acidente.
Durante uma curva, entretanto, ela teria sido projetada para fora do carrinho. O cinto teria permanecido preso e se enrolado em seu corpo, fazendo com que a mulher fosse puxada enquanto o veículo continuava seu trajeto.
Além disso, o marido da vítima estava em um carrinho que seguia logo atrás. Ele teria presenciado o acidente e ajudado Parker após ela ficar sobre a estrutura elevada da atração.
O acidente provocou múltiplas lesões, entre os ferimentos relatados estão traumatismo craniano, deslocamento do ombro, fratura de costela e perfuração do pulmão, que acabou entrando em colapso.
Parker precisou ser encaminhada inicialmente para atendimento médico e, posteriormente, transferida para uma unidade especializada devido à gravidade do quadro. Ela também passou por procedimentos cirúrgicos.
Ainda assim, o tratamento continua. Os representantes da mulher afirmam que novas complicações podem ser identificadas durante a recuperação.
Sistema de segurança é um dos pontos investigados
A investigação também busca esclarecer se os mecanismos de segurança da montanha-russa funcionaram corretamente.
A atração possui um sistema que, conforme as informações divulgadas sobre o equipamento, deveria interromper o funcionamento e emitir um alerta caso o cinto fosse desativado durante o percurso.
No entanto, segundo a defesa da vítima, o carrinho continuou se movimentando depois que Parker foi lançada para fora. Dessa forma, o funcionamento do dispositivo será um dos elementos analisados pelas autoridades.
A Copper Mountain confirmou que houve um incidente envolvendo uma visitante e informou que equipes de patrulhamento prestaram atendimento antes da transferência para os serviços de emergência. O resort também afirmou que está colaborando com a apuração.
Atração foi fechada após acidente
A Rocky Mountain Coaster foi interditada enquanto o caso é investigado pela Divisão de Petróleo e Segurança Pública do Colorado, órgão responsável pela fiscalização de atrações desse tipo no estado.
Além disso, uma montanha-russa alpina semelhante localizada no Purgatory Resort, em Durango, também foi temporariamente fechada como medida preventiva.
Nesse sentido, as autoridades deverão avaliar as condições de funcionamento, os mecanismos de segurança e o cumprimento das normas aplicáveis ao equipamento.
Investigação pode resultar em punições
A apuração poderá determinar se houve alguma irregularidade na operação da atração. Caso sejam identificadas violações das normas estaduais, o estabelecimento poderá receber notificações, multas ou até uma determinação para manter o brinquedo parado até que os problemas sejam corrigidos.
Por enquanto, entretanto, a investigação ainda não estabeleceu publicamente a causa definitiva do acidente.
Diante disso, a Rocky Mountain Coaster permanece fechada enquanto técnicos, autoridades e representantes do fabricante analisam o ocorrido. A conclusão deverá esclarecer como a passageira conseguiu sair do assento e quais mecanismos de proteção estavam funcionando no momento do acidente.





