Campinas fecha parques e bosques nesta sexta após chuva passar de 80 mm

Volume de chuva superou o limite de segurança estabelecido para o fechamento preventivo dos espaços

Letícia Borges
Letícia Borges
Jornalista em formação pela PUC-Campinas, cristã e apaixonada por comunicação. Amo desenhar, assistir filmes e, ultimamente, tudo que envolve o universo dos casamentos @lee_tborges
Campinas fecha parques e bosques nesta sexta após chuva passar de 80 mm

A Prefeitura de Campinas fechou nesta sexta-feira, 11 de setembro, os 25 parques e bosques da cidade após o volume acumulado de chuva nas últimas 72 horas ultrapassar o limite de segurança de 80 milímetros em todas as regiões.

A Mata de Santa Genebra também permanecerá fechada nesta sexta-feira. A medida será reavaliada neste sábado, 12 de setembro.

O fechamento segue o Decreto nº 24.175, de 27 de novembro de 2025, que determina a suspensão preventiva da visitação quando o acumulado de chuva chega a 80 milímetros em 72 horas.

Em Campinas, os maiores volumes registrados no período foram de 183,9 milímetros na região Noroeste, 148,6 milímetros na região Norte, 128,5 milímetros na região Centro/Leste, 101,8 milímetros na região Sul e 86,5 milímetros na região Sudoeste.

A Prefeitura explica que os parques são áreas com grande quantidade de árvores e que, mesmo com o manejo da arborização, chuvas, ventos e solo encharcado podem provocar quedas de árvores, inclusive em exemplares considerados saudáveis.

Impactos da chuva

A chuva provocou a queda de 18 árvores e/ou galhos em diferentes bairros de Campinas entre a tarde de quinta-feira e a manhã desta sexta-feira.

As ocorrências foram registradas nos bairros Chácara Primavera, Jardim Conceição, Nova Campinas, Parque Montreal, Jardim Santana, Bonfim, Parque Canadá, Centro, Jardim Planalto, Jardim Nossa Senhora de Lourdes, Nova Aparecida, Cidade Universitária, Sousas, Jardim Santa Mônica, Jardim Nova Yorke, Vila Aeroporto e Barão Geraldo.

Segundo a Defesa Civil, Campinas registrou oito ocorrências nesta quinta-feira, entre alagamentos, quedas de árvore e muro e situações de risco em imóveis.

A maior chuva acumulada chegou a 50 milímetros em seis horas, na Estação Jardim Bandeiras-Sul. A maior rajada de vento registrada foi de quase 50 km/h em Viracopos.

A Secretaria de Serviços Públicos está com 2 mil trabalhadores, entre funcionários, terceirizados e reeducandos, para atender as demandas provocadas pela chuva.

No trânsito, a Emdec ativou uma faixa reversiva na altura do Bosque dos Jequitibás. Com isso, o trânsito pela Rua General Marcondes Salgado, ao lado do bosque, fica bloqueado e a circulação é feita pelo contrafluxo da Rua Coronel Quirino.

A Emdec também interditou a circulação pela pista interna da Avenida Dr. Heitor Penteado, no Parque Portugal, na altura da Lagoa do Taquaral, no sentido da Rua Almeida Garret.

Escolas também tiveram impactos

O temporal provocou goteiras em salas de três escolas municipais nesta sexta-feira.

Os problemas foram registrados no Centro de Educação Infantil (CEI) Maria Batrum Cury, na Vila Perseu Leite de Barros; no CEI Amélio Rossin, no Jardim Rossin; e no CEI Conceição Anita Mendes Ferreiro Girondo, no Jardim Ibirapuera.

Os alunos foram remanejados para outras salas nas próprias unidades e as atividades continuam normalmente após os trabalhos de limpeza. Equipes de manutenção da Secretaria Municipal de Educação foram acionadas para realizar os reparos.

O Centro de Convivência Tear das Artes, no Parque Universitário de Viracopos, também suspendeu os atendimentos durante a manhã desta sexta-feira por causa da chuva.

Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo 199, a Emdec pelo 118, o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou a Prefeitura pelo 156.

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