Golpistas se passam por técnicos de internet e limpam conta de vendedora

Vítima de Rio Preto teve a conexão interrompida antes de receber ligação de falso suporte; prejuízo passa de R$ 4,3 mil.

Caso foi registrado na Central de Flagrantes de Rio Preto | Foto: Reprodução

A Polícia Civil investiga um golpe em que criminosos se aproveitam da queda de sinal de internet para se passar por técnicos de operadoras e invadir aparelhos celulares. A vítima da vez foi uma vendedora de 31 anos, moradora do bairro Parque Residencial da Lealdade, em São José do Rio Preto (SP), que teve um prejuízo de R$ 4,3 mil.

O caso, registrado nessa segunda-feira (14) na Polícia Civil, começou logo após a conexão de internet da casa da vítima parar de funcionar. Pouco tempo depois de ficar sem sinal, a moradora recebeu a ligação de um número desconhecido. Do outro lado da linha, o falso atendente afirmou ser do suporte técnico da operadora e disse que precisava fazer uma videochamada para ajudá-la a reconfigurar o roteador.

Durante a chamada de vídeo, o golpista orientou a vendedora a apontar a câmera do celular para o próprio rosto e, em seguida, para o equipamento de internet. Poucos minutos depois, a tela do telefone travou e passou a exibir a imagem de um robô, momento em que a vítima perdeu o controle do aparelho e os criminosos assumiram o acesso remoto do dispositivo.

Prejuízo

Ao perceber que o celular havia sido travado, a mulher usou outro aparelho para checar suas contas bancárias e descobriu a fraude. Os invasores usaram o aplicativo do PicPay para realizar um empréstimo de R$ 1.700,00, utilizaram R$ 1.825,00 do limite de crédito e retiraram R$ 125,00 do saldo da conta. Além disso, retiraram R$ 748,00 de uma conta da Caixa Econômica Federal e realizaram outra transferência indevida de R$ 97,00 via PIX para perfis de terceiros.

A ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária como invasão de dispositivo informático e encaminhada ao 3º Distrito Policial.

A investigação vai apurar se a queda de sinal foi uma coincidência aproveitada pelos estelionatários ou se o grupo utilizou alguma ferramenta para derrubar a conexão da vítima e forçar o contato.

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