Adolescente suspeito de nove homicídios é apreendido em Cabedelo e ligado a homem preso vestido de mulher

Jovem de 17 anos é apontado pela Polícia Civil como ‘braço direito’ de Jorlan, suspeito que afirmou ter cometido cerca de 80 homicídios

Kaliane Vitoria
Kaliane Vitoria
Estudante de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é apaixonada por comunicação e pelo futebol. Atualmente, é estagiária no portal Th+ SBT, onde atua na produção de conteúdos jornalísticos. Busca reunir informação, credibilidade e criatividade em todas as suas reportagens.

Um adolescente de 17 anos foi apreendido nesta sexta-feira (18), em Cabedelo, no Litoral da Paraíba, durante uma ação conjunta das polícias Civil e Militar. Segundo a Polícia Civil, o jovem é investigado por nove homicídios no Vale do Mamanguape e é apontado como braço direito de Jorlan Lopes da Silva, preso no último domingo (13).

O adolescente também é suspeito de participar da morte de um jovem ocorrida no dia 12 de setembro, em Mamanguape. O crime aconteceu na Praça da Juventude, durante a concentração de pessoas para um evento político. De acordo com a investigação, o homicídio teria relação com a disputa entre facções criminosas e não com o evento.

A apreensão desta sexta-feira faz parte das diligências realizadas pelas forças de segurança para identificar os responsáveis por uma sequência de crimes violentos registrados na região. A Polícia Civil investiga a participação do adolescente nos nove homicídios atribuídos a ele.

Homem afirma ter matado cerca de 80 pessoas

A investigação também envolve Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, preso no domingo (13), em Mulungu. Durante a fuga, segundo a polícia, ele usou vestido, peruca, sandália feminina, óculos escuros e unhas pintadas. Ele também estava com uma criança que não era parente dele.

Jorlan Lopes da Silva foi preso vestido de mulher durante operação da Polícia Civil — Foto: Polícia Civil da Paraíba

Após a prisão, Jorlan afirmou em depoimento que teria cometido cerca de 80 homicídios ao longo da vida. A Polícia Civil informou que está confrontando a declaração com investigações, provas técnicas e registros de mortes para verificar a quantidade de crimes atribuída a ele.

Segundo o delegado Douglas Garcia, o número informado pelo suspeito é expressivo e pode estar próximo da quantidade real de homicídios praticados, mas a informação ainda depende da apuração policial.

Jorlan foi encaminhado para o Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa, após passar por audiência de custódia. A Polícia Civil continua as investigações sobre a atuação do grupo criminoso e busca identificar outros possíveis envolvidos nos homicídios registrados no Vale do Mamanguape.

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