Homem preso vestido de mulher afirma ter matado 80 pessoas

Homem investigado por 16 homicídios foi preso após tentar fugir vestido de mulher e afirmou à polícia ter cometido cerca de 80 assassinatos.

Saulo Astini
Saulo Astini
Radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.
Após confissão, polícia reabre análise de homicídios na Paraíba | Imagem: Reprodução

A Polícia Civil da Paraíba vai revisar homicídios sem autoria definida após Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, afirmar durante interrogatório que teria cometido cerca de 80 assassinatos. A declaração, entretanto, ainda não foi comprovada pelas autoridades.

O investigado já é relacionado a 16 homicídios ocorridos em aproximadamente três meses, principalmente na região do Vale do Mamanguape. Dessa forma, os investigadores pretendem comparar o relato apresentado por Jorlan com provas, perícias, registros policiais e informações de crimes que continuam sem solução.

A prisão ocorreu no último domingo (13), em Mulungu, no Agreste da Paraíba, depois de uma operação de buscas. Posteriormente, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional em João Pessoa, onde permanece preso preventivamente.

Polícia vai revisar homicídios sem autoria

A partir da declaração do investigado de que teria cometido cerca de 80 assassinatos, a Polícia Civil pretende reexaminar inquéritos de homicídios que ainda não possuem um responsável identificado, nesse sentido, os investigadores deverão procurar elementos que possam estabelecer alguma relação entre Jorlan e crimes antigos ou recentes ainda sem autoria conhecida.

No entanto, a revisão dos casos não significa que os homicídios serão automaticamente atribuídos ao preso. Cada ocorrência precisará ser analisada individualmente, com base em evidências capazes de indicar eventual participação.

Além disso, informações sobre datas, locais, dinâmica dos crimes, armas e outros elementos poderão ser confrontadas com aquilo que foi relatado pelo investigado.

Declaração sobre 80 mortes ainda não foi comprovada

Jorlan afirmou ter cometido aproximadamente 80 homicídios ao longo da vida, entretanto, a Polícia Civil ainda não confirmou esse número.

A quantidade mencionada pelo preso chamou a atenção dos investigadores e abriu uma nova frente de apuração. Agora, o objetivo é verificar se o relato corresponde a crimes efetivamente registrados e se existem elementos capazes de comprovar a participação dele.

Vale destacar que uma declaração feita durante um interrogatório, por si só, não é suficiente para estabelecer a autoria de diferentes homicídios, cada possível ligação deverá ser sustentada por evidências específicas, respeitando o andamento das investigações e os procedimentos judiciais.

Suspeito já é investigado por 16 homicídios

Antes da nova revisão, os investigadores já haviam reunido elementos que relacionam Jorlan a 16 homicídios registrados em cerca de três meses no Vale do Mamanguape.

Os casos começaram a ser investigados após a saída do suspeito do sistema prisional, em maio de 2026. Entre as ocorrências está um duplo homicídio de comerciantes registrado em Rio Tinto, em 1º de agosto.

Além disso, a Polícia Civil apura a possível participação dele em outros assassinatos ocorridos na região.

A responsabilidade por cada ocorrência, entretanto, precisa ser individualizada nos respectivos procedimentos. Assim, a investigação continua para determinar quais crimes podem efetivamente ser relacionados ao suspeito.

Prisão ocorreu após operação policial

Jorlan foi localizado e preso em Mulungu, no Agreste paraibano, no domingo (13), após uma operação que durou aproximadamente 48 horas, durante a tentativa de fuga, o investigado teria usado vestido, peruca, sandálias femininas e óculos escuros para dificultar sua identificação. Ao mesmo tempo, ele carregava uma criança de aproximadamente dois anos.

Posteriormente, a polícia informou que a criança não possuía parentesco com o suspeito. As circunstâncias envolvendo a presença dela durante a fuga também passaram a ser apuradas.

De acordo com as informações da investigação, uma tatuagem teria ajudado os policiais a reconhecer Jorlan apesar do disfarce.

Investigação apura possíveis conexões

Além dos homicídios, a Polícia Civil também investiga possíveis vínculos do suspeito com uma organização criminosa que atua na Paraíba.

Antes da prisão, Jorlan teria passado por Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. Enquanto isso, equipes policiais acompanhavam seus deslocamentos e buscavam localizar o investigado.

A Polícia Rodoviária Federal também teria auxiliado na identificação do veículo utilizado durante a movimentação do grupo e outros dois homens foram detidos durante a operação, e a participação deles em crimes ocorridos na região ainda é objeto de investigação.

Jorlan permanece preso em João Pessoa

Após os procedimentos relacionados à prisão, Jorlan foi encaminhado, na terça-feira (15), para a Penitenciária Desembargador Sílvio Porto, em João Pessoa.

Ele permanece preso preventivamente enquanto as investigações avançam. Diante disso, a eventual responsabilidade do investigado por outros homicídios dependerá da produção de provas e da análise individual de cada caso. A prisão preventiva, por sua vez, não representa condenação.

O que a polícia vai investigar agora?

A nova etapa deverá concentrar esforços em homicídios que continuam sem autoria identificada.

Para isso, os investigadores poderão confrontar os relatos de Jorlan com:

  • registros de homicídios ainda não solucionados;
  • datas e locais das ocorrências;
  • características das vítimas;
  • dinâmica dos crimes;
  • provas periciais;
  • informações obtidas durante os inquéritos;
  • eventuais detalhes conhecidos exclusivamente pelos responsáveis pelos crimes.

Assim, a investigação poderá esclarecer se a declaração sobre cerca de 80 mortes corresponde a crimes reais e se existem elementos que vinculem o suspeito a essas ocorrências.

Até o momento, porém, o número de 80 homicídios permanece sem confirmação oficial, enquanto 16 casos já estão sob investigação com possível participação de Jorlan.

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