Uma mulher de 48 anos foi presa em flagrante por suspeita de tráfico de entorpecentes e associação ao tráfico, na noite da última sexta-feira (18), em Piracicaba, no interior de São Paulo. A investigação da Polícia Civil também trouxe novamente à tona um homicídio ocorrido em 2015, envolvendo o marido e o irmão da mulher presa.
A operação foi realizada por policiais da 2ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE), da DEIC de Piracicaba, com apoio da ROMU. A ação ocorreu no Centro e no bairro Paulista e resultou na apreensão de cocaína, crack, maconha, dinheiro em espécie e moeda estrangeira.
Além disso, um motoboy de 66 anos foi preso durante a operação e segundo a investigação policial, ele estaria envolvido na distribuição de drogas por meio de entregas.
O marido da mulher, de 50 anos, também era investigado pelo suposto esquema de tráfico, mas não estava no imóvel durante o cumprimento dos mandados e não foi preso em flagrante.
Tráfico de drogas era investigado pela Polícia Civil
A investigação começou após informações apontarem que o casal utilizaria um bar localizado no Centro de Piracicaba, como ponto de comercialização de entorpecentes.
Durante o monitoramento, os policiais identificaram movimentações que, segundo a investigação, seriam compatíveis com a venda de drogas.
No estabelecimento, foram encontradas 32 porções de cocaína e R$ 6.374 em dinheiro, valores que estavam escondidos em diferentes pontos do imóvel.
Além disso, a investigação apontou que a mulher também seria proprietária de uma mototáxi. Segundo a polícia, alguns dos profissionais que trabalhavam no serviço seriam utilizados para realizar entregas de entorpecentes.
Motoboy foi preso com cocaína, crack e maconha
Durante a operação, uma equipe da ROMU abordou um dos motoboys ligados ao serviço. Com o homem, de 66 anos, foram encontradas 33 porções de cocaína, 26 porções de crack e duas porções de maconha, além de dinheiro em espécie.
Dessa forma, ele recebeu voz de prisão e foi levado à sede da DEIC, onde foi formalizado o flagrante.
Outras quatro pessoas que estavam no bar também foram conduzidas para prestar esclarecimentos. Segundo a polícia, elas portavam pequenas quantidades de drogas destinadas ao consumo próprio e foram liberadas posteriormente.
Polícia apreende mais de R$ 68 mil
As buscas também foram realizadas na residência do casal investigado, onde no imóvel, os policiais encontraram R$ 61.554 em dinheiro, além de US$ 1.811 e uma nota de 10 euros.
Somados os valores encontrados nos diferentes locais, a operação apreendeu R$ 68.569 em espécie.
Ao todo, foram apreendidas:
- 68 porções de cocaína;
- 27 porções de crack;
- 2 porções de maconha;
- 2 aparelhos celulares;
- R$ 68.569 em espécie;
- US$ 1.811;
- € 10.
Investigação também aponta pensões e prostituição em Piracicaba
Durante a apuração, a Polícia Civil também identificou outros negócios vinculados à mulher presa.
Segundo os investigadores, ela seria proprietária de pensões localizadas no Centro de Piracicaba, frequentadas por mulheres e pessoas trans que trabalham com prostituição.
A investigação atual apura, portanto, uma estrutura que, segundo a polícia, envolveria diferentes atividades e estabelecimentos.
Entretanto, essas suspeitas ainda fazem parte da investigação e devem ser analisadas pelas autoridades responsáveis pelo caso.
Morte de travesti em 2015 volta ao centro da investigação
A operação de 2026 também trouxe novamente à tona um homicídio ocorrido em 24 de março de 2015, no Centro de Piracicaba.
Na ocasião, Patrícia Ferraz, de 27 anos, foi assassinada após sofrer agressões e golpes de arma branca. Registros sobre o caso também mencionam o uso de um taco de beisebol.
Patrícia era profissional do sexo e havia se mudado para Piracicaba pouco antes do crime. Informações registradas posteriormente sobre o caso apontaram que uma das linhas investigativas relacionava o homicídio a conflitos envolvendo a exploração da prostituição na região central. Essa versão, entretanto, deve ser tratada como hipótese registrada durante a apuração, e não como conclusão independente sobre a motivação do crime.
Qual é a possível ligação entre os dois casos?
A conexão entre as duas investigações está nos nomes envolvidos e segundo informações policiais divulgadas após a operação de 2026, o marido da mulher presa agora e o irmão dela foram apontados como envolvidos no homicídio de Patrícia Ferraz ocorrido em 2015.
No entanto, a mulher presa na atual operação não é apontada como participante do homicídio de Patrícia nas informações divulgadas sobre o caso.
O marido, por sua vez, aparece novamente na investigação atual, desta vez por suspeita de envolvimento com o tráfico de entorpecentes. Ele não foi localizado durante o cumprimento das ordens judiciais e, portanto, não houve prisão em flagrante.
Assim, a relação entre o homicídio de 2015 e a investigação de tráfico de 2026 está principalmente na presença de pessoas do mesmo núcleo familiar nas duas apurações.
Prisões e investigação continuam
A mulher de 48 anos e o motoboy foram presos em flagrante e permaneceram à disposição da Justiça.
Enquanto isso, o marido da mulher continua sendo investigado. A Polícia Civil também deverá aprofundar a apuração sobre a possível participação de outras pessoas na estrutura de distribuição de drogas.
Diante disso, os dois episódios — o homicídio de 2015 e a investigação de tráfico iniciada em 2026 — devem ser tratados como casos distintos, embora existam pessoas em comum nas apurações.
O que a Polícia apreendeu
A operação contra o tráfico terminou com a apreensão de dezenas de porções de drogas, dinheiro em reais e moeda estrangeira.
Além disso, dois celulares foram recolhidos, podendo contribuir para o avanço das investigações sobre a suposta rede de distribuição de entorpecentes.





