Um homem de 74 anos foi preso em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco, mais de três décadas depois de um atropelamento que matou quatro pessoas da mesma família no Sertão da Paraíba.
A prisão aconteceu no sábado (19), durante uma operação conjunta da Polícia Civil da Paraíba e da Polícia Militar de Pernambuco. O homem foi localizado na zona rural do município pernambucano.
O caso que deu origem à ordem judicial aconteceu em 28 de março de 1993, no trecho da PB-306 entre Princesa Isabel e Tavares.
Segundo a Polícia Civil, o motorista conduzia um Fusca em alta velocidade e sob efeito de álcool quando atingiu seis integrantes de uma família que caminhavam pelo acostamento.
Pais e dois filhos morreram
O atropelamento matou o pai, a mãe e duas crianças, de 8 anos e 1 ano.
Outros dois filhos do casal, que tinham 2 e 6 anos, ficaram gravemente feridos.
De acordo com a acusação apresentada pelo Ministério Público à época, as circunstâncias do atropelamento levaram à imputação de homicídio doloso, sob a tese de que o motorista teria assumido o risco de provocar as mortes.
Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, o homem foi posteriormente condenado e não se apresentou para cumprir a pena, permanecendo procurado pela Justiça.
A identidade dele não foi divulgada.
Homem foi encontrado na zona rural de Pernambuco
Após novas diligências, investigadores chegaram à informação de que o homem estaria vivendo na zona rural de Taquaritinga do Norte.
A Polícia Civil da Paraíba compartilhou os dados com as forças de segurança de Pernambuco e uma operação foi realizada para cumprir a ordem judicial.
Depois da prisão, o homem foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Santa Cruz do Capibaribe, onde foram adotados os procedimentos legais.
Até a última atualização, não havia confirmação sobre quando ou se ele será transferido para a Paraíba, nem sobre a unidade onde deverá permanecer para cumprimento da decisão judicial.
Polícia diz que condenação continua válida
Ao Jornal da Paraíba, o delegado Gutemberg Cabral afirmou que a situação não seria a mesma de um crime antigo ainda sem julgamento.
Segundo o delegado, como já havia uma condenação e o homem não se apresentou para cumprir a pena, a ordem judicial permanece válida no caso.
A definição sobre o cumprimento da condenação e os próximos procedimentos cabe agora à Justiça.

