Um dos passgeiros do helicóptero que caiu em Iara, no inteiror de São Paulo, neste domingo (20), mentiu sobre a verdadeira identidade, segundo informações da Polícia Militar.
Ainda segundo as autoridades policiais, após consulta nos sistemas, as informações passadas pelo homem apresentaram inconsistências. Foi descoberto que ele teria passagens por tráfico de drogas e cárcere privado e seria comparsa de um dos integrantes do PCC no Guarujá, também com antecedentes por tráfico, cárcere e resgate de presos.
A investigação descobriu também que o piloto da aeronova já tinha cumprido cerca de 15 anos de prisão por transporte de drogas do Paraguai para o Brasil e não teria licença de piloto autorizada pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).
Sobre o caso
A queda aconteceu em uma área de mata de difícil acesso em Iaras. Uma das pessoas que estava a bordo conseguiu entrar em contato com a Polícia Militar e informar sobre o acidente, o que contribuiu para o início das buscas.
Em seguida, equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros atuaram na localização dos ocupantes, com apoio do helicóptero Águia.
As três vítimas foram encontradas com vida na manhã de domingo. Por causa das características do terreno, o resgate exigiu uma operação aérea para retirar os ocupantes da região e encaminhá-los para atendimento médico.
Após o acidente, investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV) foram acionados para realizar a chamada Ação Inicial.
Essa etapa representa o início do trabalho técnico de investigação. Nesse momento, os profissionais especializados fazem o levantamento de informações relacionadas à ocorrência, analisam os danos provocados à aeronave e registram elementos que podem ajudar a esclarecer as circunstâncias do acidente.
Além disso, são coletados e confirmados dados considerados relevantes para as etapas seguintes da apuração.
A investigação conduzida pelo CENIPA tem caráter preventivo. Portanto, o objetivo é reunir informações que permitam identificar eventuais fatores que possam ter contribuído para a ocorrência.
Durante o processo, os investigadores podem analisar diferentes aspectos relacionados ao voo, à aeronave, às condições encontradas no momento da ocorrência e a outros elementos considerados relevantes.
No entanto, neste momento, não há conclusão oficial sobre as causas da queda, dessa forma, qualquer hipótese sobre o que provocou o acidente deve ser tratada com cautela até que os trabalhos técnicos avancem e os dados sejam devidamente analisados.
Além de buscar compreender os fatores relacionados ao acidente, a investigação aeronáutica possui caráter preventivo, os dados coletados durante a apuração podem contribuir para a identificação de situações que eventualmente representem riscos à segurança da aviação.
Posteriormente, quando aplicável, o processo pode resultar na emissão de Recomendações de Segurança, destinadas a evitar que ocorrências semelhantes aconteçam novamente.
A investigação segue em andamento e ainda não há uma conclusão oficial sobre os fatores que levaram à queda do helicóptero PT-YBL.
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