Lula faz discurso de aberta da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (22)

Após o presidente brasileiro, Donald Trump será o segundo chefe de Estado a discursar

Giovanna Laranjo
Giovanna Laranjo
Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, atua na produção de conteúdo para mídias digitais, com experiência em televisão e apresentação. Voluntária na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, apaixonada por esportes, música e literatura.
Ricardo Stuckert/PR/ARQUIVO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa nesta terça-feira (22), a partir das 10h, na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos. O Brasil tradicionalmente abre o Debate Geral, seguido pelo país-sede, atualmente representado pelo presidente Donald Trump.

No discurso, Lula deve destacar a importância do multilateralismo, do respeito ao direito internacional humanitário e da não interferência nos assuntos internos de outros países. A negociação como caminho para a solução de conflitos também deve ser defendida pelo presidente. Entre os temas previstos está ainda a reforma da ONU, especialmente do Conselho de Segurança, cuja composição e funcionamento são considerados pelo Brasil desatualizados.

A agenda de Lula em Nova York incluiu reuniões bilaterais com outros chefes de Estado e encontros com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. O presidente retorna ao Brasil ainda nesta terça-feira.

Esta é a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral da ONU como presidente da República. Em seus três mandatos, ele não participou da edição de 2010.

Trump

Donald Trump será o segundo chefe de Estado a discursar nesta terça-feira, logo após Lula. Os dois presidentes podem se encontrar nos bastidores da Assembleia.

No ano passado, Lula e Trump tiveram um breve contato após o discurso do brasileiro, quando o presidente norte-americano se preparava para falar. Na ocasião, Trump afirmou posteriormente que havia tido uma “química excelente” com Lula.

Outras agendas

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante a semana e participará de reuniões ministeriais de diferentes grupos e organismos internacionais, incluindo Brics, Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), G77, G4, L69 e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Vieira também participará de reuniões da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do Consenso de Brasília. Nos dias 23 e 24 de setembro, presidirá, respectivamente, reuniões ministeriais da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).

O Brasil ocupa atualmente a presidência da Zopacas, que será exercida pelo país durante três anos.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, também participará de atividades em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro. A agenda inclui reuniões sobre segurança alimentar, proteção social, financiamento para o desenvolvimento e cooperação internacional.

A delegação brasileira ainda participará de reuniões do Conselho de Segurança da ONU e de encontros sobre a situação da Palestina e a solução de dois Estados, além de temas como combate à desigualdade, consolidação da paz e direito internacional humanitário.

Além de Mauro Vieira e Wellington Dias, a comitiva brasileira inclui a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; o ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena; e a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros. Eles participarão de atividades relacionadas às áreas de atuação de cada pasta.

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