Seis pessoas foram presas nesta terça-feira, 22 de setembro, durante a Operação Paládio, deflagrada pelo GAECO Campinas com apoio da Polícia Militar. A ação investiga um grupo suspeito de aplicar golpes com falsos investimentos e de lavar dinheiro.
Ao todo, foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão preventiva. As ordens são cumpridas em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Piauí. Na Região Metropolitana de Campinas, há diligências em Campinas, Paulínia e Hortolândia.
Segundo o Ministério Público, seis dos oito presos foram localizados na região, incluindo um policial militar.
Em Campinas, uma das diligências acontece em um prédio empresarial de alto padrão no Cambuí. Segundo a investigação, uma das agências utilizadas pelo grupo para captar investidores funcionava no local.
Como funcionava o esquema
De acordo com o GAECO, os investigados teriam montado uma estrutura empresarial para atrair investidores com a oferta de aplicações apresentadas como seguras e de alta rentabilidade.
Os investimentos eram supostamente relacionados aos setores imobiliário e do agronegócio. A captação de clientes também teria ocorrido por meio de redes sociais e programas de televisão.
A investigação aponta que os recursos entregues pelos investidores não eram aplicados nos negócios anunciados e acabavam apropriados pelo grupo.
Os investigados também controlariam aplicativos que simulavam plataformas de instituições financeiras. Neles, as vítimas conseguiam acompanhar valores que acreditavam ter sido investidos e os rendimentos que supostamente estavam recebendo.
Segundo o Ministério Público, durante determinado período, algumas vítimas chegaram a receber valores correspondentes aos rendimentos prometidos. A estratégia teria ajudado a manter a aparência de legitimidade do negócio e retardado a descoberta da fraude.
Investigação também apura lavagem de dinheiro
Além das fraudes, o GAECO investiga uma possível lavagem de dinheiro.
Segundo o Ministério Público, há indícios de que empresas controladas pelo grupo eram utilizadas para movimentar e ocultar recursos que teriam origem em outros crimes, inclusive valores supostamente relacionados ao tráfico de drogas praticado por integrantes do PCC.
A investigação continua para identificar a destinação dos valores, esclarecer a atuação da organização e verificar a participação de outros envolvidos.
A Operação Paládio conta, em São Paulo, com apoio do 1º BAEP e da Corregedoria da Polícia Militar.
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