Veja os 35 bairros com maior risco para dengue na última semana, segundo o alerta da Saúde

Município soma 3.998 casos confirmados em 2026, mas não houve óbitos pela doença neste ano. Agentes continuam a visitar casas para procurar criadouros e orientar os moradores

Samuel Silva
Samuel Silva
Jornalista em formação, apaixonado por esportes e audiovisual. Redator no Portal TH, Tudo Sobre Paulista e Coordenador de Mídias na Taça das Favelas Campinas!@silvasamuuel nas redes sociais!
Foto: Fernanda Sunega

A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta quinta-feira, 24 de setembro, o 39º Alerta Arboviroses Campinas em 2026. O documento elenca 35 bairros que apresentaram maior risco para dengue na última semana.

O município não registrou óbitos pela doença neste ano. Entre 1º de janeiro e a última segunda-feira, 21 de setembro, foram confirmados 3.998 casos.

A seguir, confira quais foram as áreas com alto risco de transmissão, segundo o 39º Alerta Arboviroses:

Leste: Parque São Quirino, Vila Nogueira, Jardim Santana, Jardim Nilópolis, Núcleo Residencial Gênesis; Loteamento Alphaville;
Noroeste: Jardim Campos Elíseos, Vila Perseu Leite de Barros, Jardim Roseira, Residencial Parque da Fazenda, Parque Tropical, Jardim Nova Morada, Jardim Londres, Vila Castelo Branco;
Norte: Jardim Rosália, Vila Francisca, Vila Réggio, Núcleo Residencial Boa Vista, Parque Residencial Shalon;
Sudoeste: Parque Universitário de Viracopos, Jardim Vista Alegre, Jardim Mercedes, Recanto do Sol I;
Sul: Jardim Nova Europa, Parque Figueira, Vila Campos Sales, Jardim Fernanda I e II;
Suleste: Vila Orosimbo Maia, Jardim Andorinhas, Jardim Itatiaia, Vila Ipê, Jardim Amazonas, Jardim dos Oliveiras, Vila Georgina.
Objetivo

O objetivo do alerta é estimular a população a intensificar a verificação de criadouros em casa, orientar sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, e reforçar a comunicação com moradores das áreas, que passam a receber mais ações para eliminar criadouros. As orientações valem para toda cidade, incluindo bairros listados na semana anterior e que não aparecem nesta edição.

A Saúde considera uma série de indicadores para elaborar o material, entre eles incidência de casos, eventual registro de nova transmissão, necessidade de reforçar trabalhos por causa de imóveis sem acesso, densidade populacional, e a comunicação sobre ações dos agentes. O alerta também se aplica aos bairros menores que estão no entorno das regiões indicadas no material.

Ações

Entre o primeiro dia de 2026 e 15 de setembro, foram realizadas 1.240.442 visitas a imóveis para controle de criadouros e ações educativas. Também integrou a ação a nebulização costal em 53.382 logradouros.

Visitas domiciliares de profissionais de saúde à população são fundamentais para qualificar a assistência. Na rede municipal de Campinas, as visitas são feitas pelos agentes comunitários de saúde, de controle ambiental e por funcionários de uma empresa contratada para prevenção e combate às arboviroses, como a dengue.

Saiba identificá-los: https://www.campinas.sp.gov.br/noticias/uniformes-crachas-e-telefones-saiba-identificar-agentes-da-saude-nas-visitas-domiciliares-145517.

Controle depende de ação coletiva

A luta contra as arboviroses exige uma contrapartida de toda a sociedade. A Prefeitura mantém um programa de controle e prevenção da doença, mas cada cidadão precisa fazer a sua parte, destinando corretamente os resíduos e evitando criadouros. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde aponta que 80% dos criadouros estão dentro de casa.

Para acabar com a proliferação do mosquito, é preciso evitar acúmulo de água, latas, pneus e outros objetos. Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias e o pratinho deve ser retirado, ou limpo com bucha, água e sabão a cada 7 dias. É importante, também, vedar a caixa d’água. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados.

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