Uma mulher de 42 anos foi levada à delegacia na tarde desta quinta-feira (24) após atirar os três filhos em uma represa nos fundos do Residencial Buriti Garden Prime e do Clube Acae, em Presidente Prudente (SP). A bebê da família, de apenas 10 meses, não resistiu e morreu no local, enquanto os outros dois filhos — um menino de 9 anos e uma menina de 7 — conseguiram se salvar.
Segundo as informações preliminares registradas no Boletim de Ocorrência, a genitora, que enfrenta graves problemas de saúde mental, caminhou a pé com as crianças até a beira do lago por volta do horário do almoço. No local, sobre um tablado de madeira, ela lançou primeiramente o filho mais velho, em seguida a garota de 7 anos e, por fim, a bebê.
Reação dos irmãos e resgate
Após ser lançado na represa, o menino de 9 anos conseguiu nadar, sair da água e correu em direção à mata para buscar ajuda. A mãe chegou a persegui-lo, mas, sem alcançá-lo, retornou ao tablado.
Enquanto a mãe estava distante, a irmã de 7 anos também conseguiu se salvar e colocou a bebê de 10 meses em cima da estrutura de madeira para protegê-la. Ao retornar, a mulher jogou novamente a bebê de volta à água. A menina de 7 anos sobreviveu, mas a caçula não resistiu e faleceu no local.
O menino conseguiu alcançar a rua e pediu socorro a um operário que trabalhava em uma obra nas proximidades e acionou a Polícia Militar. As duas crianças sobreviventes foram acolhidas e levadas ao plantão policial com o auxílio do Conselho Tutelar.
Surto psicótico
Na delegacia, a autoridade policial constatou que a mulher apresentava sinais nítidos de transtorno mental e discurso desconexo. Em depoimento preliminar, ela afirmou que agiu após ouvir “vozes” que alertavam que seus filhos iriam sofrer no futuro, alegando que decidiu tirar a vida das crianças para poupá-las.
O pai das crianças e marido da suspeita esteve na Unidade Policial e informou que estava trabalhando no momento do ocorrido. Ele confirmou o histórico psiquiátrico da esposa, relatando que ela havia sido internada recentemente para tratamento médico, mas que vinha recusando a continuidade do uso das medicações e do acompanhamento psiquiátrico desde que recebeu alta.
Investigação em andamento
A Polícia Civil acionou o Instituto de Criminalística (IC) para a realização de perícia técnica no local dos fatos. Foram requisitados exames de corpo de delito para os dois filhos sobreviventes e exame necroscópico para o corpo da bebê de 10 meses.
O caso segue sob investigação do plantão policial.



