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Após sessão conturbada, Câmara de Araçatuba aprova criação de CPI da Saúde

Em uma sessão tumultuada e breve, marcada pela presença expressiva de moradores, a Câmara de Araçatuba (SP) aprovou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o atendimento de saúde na cidade. A sessão, que ocorreu na segunda-feira (17), durou menos de dez minutos.

O pedido para instaurar a CPI foi apresentado pelo vereador Luís Boatto (MDB), da oposição, durante a sessão de 11 de março. Para a abertura da comissão, eram necessárias cinco assinaturas de parlamentares. Inicialmente, os vereadores Arlindo Araújo (MDB) e Lucas Zanatta (PL) apoiaram a proposta. Na manhã do mesmo dia da sessão, um pequeno grupo de familiares de pessoas falecidas após atendimento no pronto-socorro manifestou-se em frente à unidade de saúde, exigindo melhorias no sistema de saúde de Araçatuba.

Durante a sessão, a galeria da Câmara foi ocupada por populares com cartazes, faixas e até um caixão de papelão com fotos dos vereadores que não haviam assinado o pedido de CPI. Também foi levada uma coroa de flores para a sede do Legislativo.

Sessão Suspensa e Encerrada

Logo no início da sessão, durante a leitura de documentos, os manifestantes começaram a se manifestar, pedindo a instauração da CPI. A presidente da Câmara, Cristina Munhoz (UB), suspendeu a sessão por 20 minutos devido à impossibilidade de manifestações da galeria, conforme o regimento interno.

O vereador Dunga (UB) sugeriu que a TV Câmara filmasse a galeria, alegando a presença de pré-candidatos a vereador entre os manifestantes, insinuando um possível crime eleitoral. Após o intervalo, Cristina Munhoz retomou a sessão e abriu espaço para manifestações da tribuna. Apenas uma mulher falou, mas os demais manifestantes continuaram se expressando, o que levou a nova suspensão e posterior encerramento da sessão.

Obtenção das Assinaturas

Os manifestantes permaneceram na galeria por mais de uma hora. Às 20h10, a presidente da Câmara retornou e informou que, após uma reunião entre alguns parlamentares, as assinaturas necessárias para a abertura da CPI foram obtidas. Utilizando um megafone dos presentes, Cristina Munhoz anunciou os nomes dos vereadores que decidiram apoiar a proposta: Arnaldinho (Cidadania), Coronel Guimarães (Republicanos), Nelsinho Bombeiro (PSD), Wesley da Dialogue (Podemos) e Dr. Alceu (PSDB), além da própria Cristina Munhoz.

Com as assinaturas favoráveis, a proposta será encaminhada para a Presidência da Câmara, que convocará todos os vereadores para decidir a composição da CPI. A comissão pode ser formada por três ou cinco parlamentares, conforme a decisão a ser tomada.

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