Araçatuba (SP) ainda vive um surto de Chikungunya, também chamada de Febre Chikungunya, doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti que causa sintomas como febre alta, calafrios, dor intensa nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. De 1º de janeiro a 13 de fevereiro deste ano, o município registrou 19 casos da doença. Em 2025, os primeiras confirmações foram registradas no boletim epidemiológico do dia 4 de abril, com 15 casos.
Em todo o ano passado, foram 161 doentes com Chikungunya, enquanto que em 2024 houve apenas uma ocorrência da infecção provocada pelo Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue e do zika vírus.
Mulheres
A maior parte das vítimas da Chikungunya em Araçatuba em 2026 é do sexo feminino. Dos 19 pacientes com a confirmação da doença em 2026, 14 são mulheres e 5 são homens, com idades de 17 a 88 anos.
Os casos foram registrados nos bairros Paraíso (5); Novo Paraíso (3); São Joaquim (2); Planalto (2); Centro (1); São João (1); Jussara (1); Monte Carlo (1) e Higienópolis (1), Vila Nova (1) e São Vicente (1).
Vírus acomete as articulações
A Dengue e a Chikungunya têm sintomas parecidos, como febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, náuseas, vômitos, apatia e cansaço. A grande diferença é que a Chikungunya provoca o acometimento das articulações.
De acordo com informações do Ministério da Saúde, o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local, podendo causar um tipo de reumatismo semelhante à artrite. Em 50% dos casos, as dores se tornam crônicas.
Em Araçatuba, alguns pacientes enfrentam as complicações da doença, com dores nas articulações por períodos prolongados.
Tratamento e prevenção
O tratamento é apenas para os sintomas, pois não há um remédio específico para o vírus. É recomendado repouso e hidratação ao paciente.
A melhor forma de prevenir a Chikungunya é por meio da eliminação do mosquito Aedes aegypti e da dengue, para a qual existe vacina.



