Uma bebê de nove meses recebeu alta hospitalar após passar por momentos de risco extremo ao ser picada por um escorpião dentro de casa, em Penápolis, no interior de São Paulo. O caso aconteceu no último domingo (11) e levou a criança à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), acendendo um alerta para os riscos provocados pelo mato alto e pelo acúmulo de lixo em terrenos abandonados.
Segundo a mãe, Jéssica Melges, de 29 anos, ela estava na cozinha quando ouviu o choro repentino da filha vindo do quarto. Ao socorrer a bebê, percebeu sintomas graves, como vômitos, vermelhidão pelo corpo e dificuldade para respirar. A criança foi levada imediatamente ao pronto-socorro do município.
Inicialmente, a equipe médica suspeitou de uma reação alérgica. A bebê passou por procedimentos como aspiração e uso de sonda nasal. O diagnóstico correto veio horas depois, quando um amigo da família encontrou um escorpião dentro da residência e avisou a mãe ainda no hospital. A partir dessa informação, os médicos iniciaram o protocolo para acidente com animal peçonhento.
SORO
Devido à gravidade do quadro, a criança recebeu seis ampolas de soro antiescorpiônico e foi transferida para a Santa Casa de Araçatuba. Ela permaneceu internada na UTI por três dias e apresentou evolução clínica positiva. Na terça-feira (13), a bebê recebeu alta hospitalar e segue em recuperação em casa.
Após o ocorrido, Jéssica acionou a Vigilância Sanitária e o setor de Zoonoses para solicitar a limpeza de terrenos próximos à residência. Segundo a mãe, os locais têm mato alto, lixo e móveis descartados, condições que favorecem a proliferação de escorpiões. Até o momento, conforme apurado, não houve retorno das autoridades.
Abalada, a mãe cobra providências e reforça o alerta para outras famílias da região. “O medo continua, porque enquanto esses terrenos não forem limpos, o risco permanece”, relatou.
Especialistas explicam que escorpiões costumam se esconder em locais escuros e úmidos, como entulhos, frestas, ralos e pilhas de materiais. A orientação é manter quintais e terrenos limpos, vedar ralos, afastar camas das paredes e evitar o uso de inseticidas comuns, que podem apenas espalhar os animais. Em caso de picada, a recomendação é procurar atendimento médico imediato.


