Corpo de padre que morreu na Ucrânia é velado na região

Sacerdote de 36 anos faleceu no dia 6 de junho, na Ucrânia, após complicações cirúrgicas; sepultamento será nesta segunda, em Urânia (SP)

Padre Robson estava em missão na Ucrânia desde 2012 | Foto: Álbum de Família

O corpo do padre Robson André Gavioli de Mattos, 36 anos, que morava havia 14 na Ucrânia e faleceu no dia 6 de junho, vítima de complicações de uma cirurgia no joelho, está sendo velado em São José do Rio Preto (SP), nesta segunda-feira (15). O sepultamento está previsto para as 17h30, em Urânia (SP), sua cidade natal.

O corpo do sacerdote chegou ao aeroporto de Guarulhos (SP) nesse domingo (14) e foi transportado para Rio Preto, onde o padre residiu antes de se mudar para o exterior. O velório é realizado no Santuário das Almas e na Paróquia São João Batista. Às 12h, será realizado um cortejo fúnebre até a cidade de Urânia, onde acontecerá o sepultamento.

Padre Robson atuava como missionário há 14 anos. O religioso era conhecido pela fé, coragem e dedicação ao trabalho missionário. Em fevereiro de 2022, quando muitos refugiados tentavam deixar a Ucrânia durante o conflito com a Rússia, Robson decidiu permanecer em seu posto em Khmelnytskyv, onde a igreja funcionava como base de apoio para famílias em deslocamento, oferecendo descanso, banho e alimentação.

A decisão de ficar no país europeu em guerra foi consciente e refletida. O padre deixou clara sua posição, na época: “Se eu voltar para o Brasil por causa da guerra aqui na Ucrânia, em vão será meu ministério sacerdotal.” A frase resume a determinação de um homem que priorizou sua missão acima de sua segurança pessoal.

Em Rio Preto, Robson celebrava missas na Paróquia Santuário das Almas. A última visita à família ocorreu em 2023, quando passou 20 dias no país. Ele deixa os pais, Osnir e Creuza, além de familiares, amigos e fiéis que acompanharam sua caminhada religiosa.

Joelho

Padre Robson havia machucado o joelho quando acompanhava jovens em uma subida a uma montanha para um momento de oração no país em guerra. A cirurgia estava inicialmente prevista para fevereiro, mas foi adiada devido à superlotação nos hospitais ucranianos.

Após ser submetido ao procedimento cirúrgico, o padre desenvolveu tromboembolia, que é a obstrução de um vaso sanguíneo por um coágulo que se desprende e circula pela corrente sanguínea. Essa complicação resultou em uma parada cardiorrespiratória que levou ao seu falecimento.

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