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Ex-vereador de Araçatuba vira réu por corrupção eleitoral e elo com grupo criminoso

Antônio Edwaldo Dunga Costa e outros envolvidos foram investigados pelo GAECO e Ministério Público Eleitoral

O ex-vereador Dunga | Foto: Angelo Cardoso/Câmara de Araçatuba

O Juízo da 1ª Zona Eleitoral do Estado de São Paulo aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o ex-vereador Antônio Edwaldo Dunga Costa, de Araçatuba (SP), e outros envolvidos por crimes relacionados à promoção e ao financiamento de organização criminosa e corrupção eleitoral. A acusação formal é fruto de atuação conjunta entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e o Ministério Público Eleitoral.

Investigação conduzida no âmbito de Procedimento Investigatório Criminal instaurado pelo GAECO inicialmente apurava a atuação de organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas no bairro São José, em Araçatuba.

Durante as diligências, incluindo interceptações telefônicas e outras medidas cautelares autorizadas judicialmente, foi identificado um núcleo político que se valia da estrutura de grupos criminosos para obtenção ilícita de votos. 

“Esquina Maluca”

Segundo o Ministério Público, o então vereador promovia e financiava a organização criminosa conhecida como Esquina Maluca, grupo associado a integrantes da facção criminosa PCC, que atuava no controle territorial do tráfico de drogas na região do São José.

Em troca do apoio eleitoral, havia promessa e concessão de vantagens indevidas, como intervenções administrativas, auxílio financeiro, custeio de advogados para integrantes do grupo criminoso e facilitação de acesso a serviços públicos. 

As investigações apontam ainda que a estrutura ilícita era utilizada para mobilizar eleitores e captar votos, especialmente entre moradores de áreas socialmente vulneráveis e indivíduos ligados ao crime organizado. Isso comprometia a liberdade, a legitimidade e a normalidade do processo eleitoral no município. 

Assessor e motorista

Além do ex-vereador, também foram denunciados um assessor político e um motorista que, segundo a investigação, atuavam diretamente na articulação entre o núcleo político e integrantes da organização criminosa, participando da captação ilícita de votos e da distribuição de vantagens indevidas.

O Ministério Público destacou na acusação formal que a gravidade das condutas demonstra desprezo pelas instituições democráticas e pelo regime eleitoral, uma vez que houve a utilização de estruturas do crime organizado para influenciar o resultado do processo político local.

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