Um homem de 37 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar no final da noite dessa quinta-feira (9), no bairro Vida Nova, em São José do Rio Preto (SP). Ele é acusado de violência doméstica, sequestro, cárcere privado, ameaça, injúria e vias de fato contra a sua companheira e as próprias filhas. O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
A Polícia Militar foi acionada inicialmente via Copom para atender uma ocorrência de violência doméstica. No local, os agentes apuraram que o homem, que possui histórico de comportamento agressivo devido ao uso de álcool e crack, havia quebrado diversos objetos na casa, incluindo um aparelho celular, o equipamento de internet e uma televisão, desferindo golpes de faca nos aparelhos.
A companheira do agressor, de 35 anos, relatou que ele proferiu xingamentos e ameaçou atear fogo na residência e matar a família. Ela também informou ter recebido um soco enquanto segurava a filha menor, de seis anos, no colo, Uma das filhas, de 18 anos, confirmou ter ouvido o pai ameaçar matar a mãe enquanto ela dormia.
Ao notar a chegada da primeira viatura, o homem fugiu pelos fundos do imóvel em direção a uma área de mata e não foi localizado naquele momento. Os policiais orientaram as vítimas e deixaram um número de contato caso o suspeito retornasse.
Retorno, cárcere privado e negociação
Cerca de dez minutos após a saída da polícia, o investigado voltou à residência armado com uma faca. Ele trancou o portão, apagou as luzes e ordenou que a companheira e as filhas permanecessem trancadas dentro de um quarto, ameaçando matá-las por terem acionado a polícia.
Os policiais foram avisados do retorno e voltaram ao endereço. Para entrar na casa, a equipe precisou cortar o cadeado do portão. Os agentes iniciaram uma negociação que durou cerca de três minutos. Após a conversa, o homem aceitou liberar as vítimas e se rendeu.
Encaminhamento e prisão preventiva
A faca utilizada nas ameaças foi apreendida pela polícia. Na delegacia, a companheira manifestou o desejo de solicitar medidas protetivas de urgência.
O delegado plantonista confirmou a prisão em flagrante do indiciado. No documento, a autoridade policial também representou pela conversão da prisão em preventiva, destacando a gravidade dos fatos e o histórico do acusado, que já possuía medidas protetivas anteriores em favor de sua própria irmã, as quais vinha descumprindo frequentemente para exigir dinheiro.



