A internet mexe com emoções, autoestima, pertencimento e identidade. Mundo digital sem cuidado vira sintoma (ansiedade, insônia, isolamento, adicção, humor triste etc). O que circula on-line muitas vezes vira ambiente mental.
Isso aponta que precisamos tanto de um letramento emocional quanto de um letramento virtual.
O corpo não exagera, ele avisa. A cultura da urgência nos joga para o mundo virtual como se ele fosse real. A diferença entre remédio e veneno é dose e uso correto. Eis o grande desafio que temos: posicionar o mundo digital no lugar certo.
Quantas comparações, idealizações, desinformação, adoecimento, pelo simples fato de acharmos que esse “Outro Digital” é quem aponta a vida ideal, a vida perfeita. A vida real está fora do digital e precisa ser olhada e cuidada.
Do que estamos fugindo quando passamos horas rolando tela? O que estamos evitando quando buscamos o virtual ao invés do humano? Por que olhar para si, em vez de olhar para redes virtuais, assusta tanto? Aquilo que você evita olhar, evita encarar….continuará te norteando. O que não é olhado, é repetido.
Habitar a vida que temos, e não todas as vidas que não temos. Ser saudável não é apenas sobre o que se come….é antes e, principalmente, sobre o que se consome virtualmente, o que se sente, o que se pensa, o que se diz, o que se silencia, o que se faz, o que se negligência. Cuide (emocionalmente) desse lugar único chamado VOCÊ.
🎗️Por uma cultura de cuidados com a Saúde Mental.
🎗️Setembro Amarelo: de Setembro a Setembro.



