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Morte de bebê por coqueluche revela baixa adesão à vacinação em Castilho

Foto: Divulgação

A morte de uma bebê de dois meses por coqueluche, confirmada nesta quarta-feira (11) pela Santa Casa de Araçatuba, expôs a baixa cobertura vacinal em Castilho (SP). A cidade registra 86% de adesão à vacinação, enquanto o índice ideal estipulado é de 95%, segundo a Secretaria de Saúde local.

O caso é o primeiro óbito registrado por coqueluche no noroeste paulista em 2024, que já contabiliza sete diagnósticos positivos da doença em quatro cidades: Castilho, Araçatuba, São José do Rio Preto e Catanduva. Apenas em Castilho houve morte pela doença.

A vacinação contra a coqueluche está prevista no calendário infantil, com três doses administradas aos 2, 4 e 6 meses, além de reforços aos 15 meses e 4 anos. Durante o pré-natal, gestantes também recebem uma dose para aumentar os anticorpos e proteger os bebês até o início da imunização infantil.

De acordo com o secretário de Saúde de Castilho, Demilson Cordeiro, o aleitamento materno é uma prática crucial para manter a imunidade dos recém-nascidos. Contudo, ele enfatizou que é indispensável que os pais levem as crianças para vacinar. “Adotamos estratégias como vacinação em creches e busca ativa, mas a adesão depende dos responsáveis”, afirmou.

A Vigilância Epidemiológica de Castilho investiga como ocorreu o contágio da bebê. Internada na UTI Neonatal e Pediátrica em 15 de novembro, com apenas um mês de vida, a criança não resistiu e faleceu na última terça-feira (10).

Aumento preocupante de casos

O estado de São Paulo registrou um aumento expressivo de casos de coqueluche em 2024, com 1.096 diagnósticos confirmados e três mortes até 3 de dezembro. Em comparação, 2023 teve apenas 54 casos e nenhum óbito. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), esse salto representa um aumento de quase 2.000%.

A doença, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é transmitida por gotículas de saliva. Os sintomas iniciais incluem tosse seca e febre, mas a ausência de vacinação pode levar a complicações graves, principalmente em crianças pequenas.

A vacinação é a principal medida de prevenção. Em São José do Rio Preto (SP), por exemplo, a cobertura vacinal de crianças menores de um ano é de 99,94%. Já no estado de São Paulo, a média de imunização contra coqueluche é de 88,1%, abaixo do ideal.

Risco à saúde pública

Autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação para evitar novos casos e mortes. A coqueluche é considerada endêmica e as epidemias podem ocorrer em ciclos de três a cinco anos, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

Além da vacinação infantil, é essencial que gestantes recebam a dose indicada no pré-natal e que os pais atualizem as cadernetas de vacinação das crianças em Unidades Básicas de Saúde (UBS).

O aumento de casos e o óbito em Castilho colocam em evidência a necessidade de conscientização e adesão às campanhas de vacinação, que são essenciais para conter a disseminação da doença.

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