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‘Operação Ligações Perigosas’ desvenda relação do PCC com políticos e financiamento de manifestações em Araçatuba

Foto: Lázaro Jr. | Hojemais

Nesta sexta-feira (6), foi deflagrada a “Operação Ligações Perigosas” em Araçatuba, resultado de uma série de investigações conduzidas pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A operação visa desmantelar uma organização criminosa com fortes vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e combater crimes relacionados ao tráfico de drogas e homicídios.

Durante uma coletiva de imprensa, os delegados José Abonizio e Juliano Albuquerque Goes detalharam que a operação começou com a investigação de um suposto membro do PCC oriundo de Araçatuba. Inicialmente focada em crimes de homicídio e tráfico de drogas na cidade, a investigação revelou que o indivíduo tinha um papel importante no “Quadro Disciplinar da Região 018” da facção criminosa.

A investigação também descobriu que a organização financiava ações para ganhar apoio popular. Um exemplo encontrado foi a utilização de um ônibus fretado, que partiu de Araçatuba para Brasília em abril deste ano. O ônibus, custeado em R$ 17 mil pelo PCC, transportou moradores para uma manifestação contra a eliminação das saídas temporárias para presos do regime semiaberto. Essa manifestação ocorreu em 29 de abril, na Esplanada dos Ministérios.

Além disso, o promotor de Justiça do Gaeco, Carlos Bruno Gaia da Costa, revelou que havia uma investigação sobre a possível infiltração da organização criminosa na política local. A investigação indicou que um ex-chefe de Gabinete do vereador Antônio Edwal Costa, conhecido como Dunga, teria ligações com a facção. Dunga foi preso após a polícia encontrar uma arma com numeração raspada em sua residência. O ex-assessor de Dunga e seu irmão também estariam envolvidos com o tráfico de drogas e a facção criminosa.

O promotor destacou que, devido ao sigilo da investigação e à ausência de denúncias formais, detalhes adicionais não foram divulgados. No entanto, indicou que havia suspeitas de financiamento de manifestações em Brasília por autoridades públicas e outros indivíduos, visando influenciar decisões políticas.

A operação levou ao cumprimento de 23 mandados de prisão temporária, com a apreensão de cerca de seis quilos de entorpecentes e seis armas de fogo. Em Araçatuba, foram confirmadas as prisões de sete pessoas. Um dos presos é de Penápolis e possui ligação direta com o alvo principal da operação. Outro mandado, direcionado a um morador de Birigui, ainda está em aberto, com o suspeito sendo considerado foragido.

No total, foram expedidos 105 mandados de busca e apreensão e 35 mandados de prisão temporária, abrangendo onze cidades paulistas e três em Mato Grosso do Sul. Buscas também foram realizadas em três presídios, onde os presos supostamente passariam ordens para a organização em Araçatuba e região. Um dos alvos da operação foi morto durante uma abordagem policial em Araçatuba, ao reagir à tentativa de prisão feita pelo Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).

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