Logo após descartar a última parte do corpo da mulher que matou e esquartejou, um açougueiro de 28 anos foi a um estabelecimento “serv-festa”, comprou uma cerveja e a bebeu, agindo como se nada tivesse acontecido. A informação foi revelada pelo delegado André Amorim, da Delegacia de Homicídios da DEIC de São José do Rio Preto (SP), em entrevista coletiva à imprensa, nesse sábado (1º).
O investigado, que já possui histórico de registros por violência doméstica, foi preso por policiais civis em sua própria residência, onde teve o mandado de prisão temporária cumprido, na noite de sexta-feira (31).
O crime e a tentativa de apagar os vestígios
O homicídio e o esquartejamento ocorreram na casa do acusado, um imóvel de fundos composto por quarto e cozinha. A perícia apontou que a mulher estava deitada na cama quando foi atacada. Para transportar os restos mortais, o açougueiro colocou as partes do corpo em uma mochila para jogá-las em duas lixeiras no bairro Parque Estoril.
Na residência do suspeito, os peritos identificaram grande quantidade de sangue oculto. Para tentar encobrir o crime, o homem usou produtos de limpeza para lavar o imóvel e chegou a pintar as paredes do cômodo para esconder os respingos de sangue. As facas usadas no esquartejamento não foram localizadas.
Investigação e identificação da vítima
Em conversa informal com a equipe policial, o acusado afirmou ter conhecido a mulher na rua poucos dias antes. A Polícia Civil investiga a ocorrência de feminicídio e ocultação de cadáver, além de apurar a possibilidade de violência sexual.
A vítima ainda não foi oficialmente identificada. A suspeita inicial é de que seja uma mulher em situação de rua e, possivelmente, usuária de drogas.
As diligências continuam sob responsabilidade da DEIC de Rio Preto.


