A Polícia Civil de Rio Preto (SP) registrou um caso de estelionato envolvendo um advogado que teria aplicado um golpe de R$ 61.500 em uma analista de recursos humanos de 53 anos. O suspeito alegou estar tentando salvar a vida de sua madrinha, que estaria acometida de câncer e necessitava de tratamento de alto custo em um hospital, para conseguir obter o dinheiro da vítima.
Comovida pela situação e pelo fato de sua própria mãe ter falecido de câncer há cerca de 18 meses, a vítima emprestou o valor inicial de R$ 16.000 ao advogado, com quem não mantinha vínculo de amizade, mas conhecia de encontros familiares. Após isso, o suspeito passou a entrar em contato continuamente com a vítima, alegando diversas situações, como necessidade de medicamentos caros e transferências para outros hospitais.
O suspeito enviava prints de localização e dizia que necessitava de mais dinheiro. Prometia devolver o empréstimo em cerca de 40 dias e chegou a mostrar uma proposta de empréstimo aprovada por um banco, no valor de R$ 80.000, o que aumentou a confiança da vítima.
Envolvida pelas justificativas e levada pela confiança depositada no suspeito, a vítima fez sete transferências bancárias via Pix de contas de sua titularidade nos bancos Caixa Econômica Federal e Banco Itau, totalizando R$ 61.500,00.
Descoberta da fraude
Depois de usar toda a reserva que possuía guardada, o suspeito passou a ser mais agressivo e cobrar a vítima para envio de mais dinheiro como se fosse uma obrigação. Foi em decorrência disso que a vítima entrou em contato com a esposa do suspeito, que informou ter se separado dele.
A esposa revelou que o suspeito estaria aplicando golpes em várias pessoas pedindo dinheiro sob o pretexto de ter um familiar hospitalizado. Segundo ela, a versão apresentada pelo suspeito é inverídica, pois não há nenhuma madrinha ou qualquer pessoa da família dele em tratamento.
Após isso, a vítima recebeu um telefonema do suspeito confirmando que havia mentido e que “iria resolver o problema”, mas até hoje nada foi feito.
O caso foi registrado na Polícia Civil de Rio Preto como estelionato.


