A funcionária de uma escola estadual de São José do Rio Preto (SP) foi agredida fisicamente por uma mãe de aluno e por outras mulheres, na tarde dessa terça-feira (26), dentro da própria unidade de ensino, localizada no bairro Solo Sagrado. A vítima, de 57 anos, atua como agente de organização escolar e sofreu socos na cabeça, rosto e pescoço, pontapés e puxões de cabelo.
Segundo o boletim de ocorrência registrado na Central de Flagrantes de Rio Preto, o episódio começou no momento em que a funcionária abria parcialmente o portão da escola para a saída dos alunos do sexto ano.
Um jovem, descrito como magro e moreno, tentou forçar o portão para abri-lo completamente. Ao ser questionado pela funcionária sobre sua conduta e se era aluno da escola, o rapaz teria reagido de forma desrespeitosa.
Em seguida, uma mulher identificada como mãe do jovem entrou no estabelecimento sem autorização e passou a acusar a funcionária de ter agredido o filho, alegando ainda que ele estaria lesionado e que seu celular teria sido danificado. A vítima negou as acusações, afirmando que em nenhum momento tocou no aluno.
Socos e chutes
A mãe, então, partiu para cima da funcionária, segurando-a pelo pescoço e desferindo socos e chutes, conforme o registro policial. A vítima contou que a vice-diretora da escola tentou interromper o ataque, mas foi impedida pela agressora. Outras duas mulheres também participado das agressões, que só pararam quando um homem conseguiu separar as mulheres.
A vítima foi levada para atendimento médico e passou por exame no Instituto Médico Legal (IML). Ela reclamou de dores intensas na região dos olhos, cabeça, rosto e pescoço, além de arranhões nos braços e pescoço e queda de cabelo em razão dos puxões.
Lesão corporal
A vítima afirmou à polícia que trabalha na escola desde o início do ano e nunca teve qualquer histórico de agressão contra alunos. Ela também informou que a escola possui câmeras de monitoramento e testemunhas que podem ajudar a esclarecer o caso.
A ocorrência foi registrada como lesão corporal e será investigada pela Polícia Civil.



