A Polícia Civil prendeu preventivamente um homem de 32 anos nesta sexta-feira (10), no bairro Residencial Carmesim I, em Junqueirópolis (SP), acusado de estupro de vulnerável contra a própria filha.
A prisão faz parte da Operação “Silêncio Rompido”, que investiga o homem por produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso e exploração sexual infantojuvenil, além de abuso sexual contra animal.
A identidade do investigado e os detalhes sobre a filha não foram divulgados para preservar a dignidade e o sigilo da vítima.
Perícia em celular descobriu os crimes
A investigação teve início após a polícia receber denúncias de que o suspeito utilizava aplicativos de mensagens para compartilhar conteúdo de exploração sexual de crianças e adolescentes. Com um mandado de busca e apreensão, os policiais apreenderam o celular do investigado.
A análise do Instituto de Criminalística revelou grande quantidade de arquivos de abuso e exploração sexual infantojuvenil. No aparelho, também foram encontradas mensagens em que o homem solicitava fotos de menores e tentava contato para facilitar o acesso a crianças, além de imagens da própria filha do investigado em situações de intimidade e mensagens que comprovaram a violência sexual contra ela.
A perícia também revelou registros de abuso sexual contra um animal, no celular do suspeito.
Prisão mantida pela Justiça
Diante das provas, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do investigado, que teve parecer favorável do Ministério Público e foi aceita pelo Poder Judiciário.
Durante a prisão na residência do suspeito, um segundo celular foi apreendido e passará por perícia. O homem foi conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Dracena (SP) e, após passar por audiência de custódia, teve a prisão mantida. Ele foi encaminhado para uma unidade prisional voltada para crimes dessa natureza.
Segundo a Polícia Civil, o nome da operação, “Silêncio Rompido”, faz referência à quebra do ciclo de medo e manipulação que geralmente envolve as vítimas desse tipo de crime.
As investigações continuam para apurar se há participação de terceiros ou outras vítimas.


