Dois adolescentes são investigados por estupro de vulnerável e ameaça após atraírem uma menina de 16 anos, que possui deficiência intelectual, a um terreno baldio no Jardim Umuarama, em Araçatuba (SP), onde praticaram atos sexuais contra ela. O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araçatuba, nesse sábado (28).
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima frequentava uma academia na Avenida dos Araçás, no Jardim Paulista, quando os dois adolescentes — que estudavam com ela na Escola Joubert de Carvalho — se aproximaram e pediram que ela fosse até a esquina encontrá-los. Desconfiada, a menina pediu ao proprietário da academia que verificasse se os rapazes estavam no local. Ao chegar à esquina, eles não foram encontrados.
Pouco depois, os adolescentes voltaram a ligar para a vítima, insistindo para que ela os encontrasse. Quando a menina se dirigiu ao ponto indicado, foi ameaçada de morte caso não os seguisse e foi arrastada para um terreno baldio ao lado de um estabelecimento comercial, na Rua Floriano Peixoto. No local, os adolescentes praticaram atos sexuais contra ela, incluindo sexo oral forçado.
TDAH e depressão
A vítima conseguiu se desvencilhar, vestiu suas roupas e ligou para o pai. Os adolescentes fugiram do local. Apesar dos transtornos decorrentes de sua condição — a menina é diagnosticada com TDAH, dislexia, retardo mental, TOD e depressão agravante, e é acompanhada pelo CAPS desde os 3 anos de idade, além de ter suporte da APAE e de professores auxiliares na escola —, ela conseguiu retornar sozinha à academia, onde aguardou a chegada do pai.
Após tomar conhecimento dos fatos, a mãe da menina tentou contato com os envolvidos, mas constatou que eles haviam bloqueado a vítima no WhatsApp. Ao se dirigir à residência de um dos adolescentes para ouvir sua versão, a mãe do rapaz afirmou que o filho lhe causa muitos problemas e que já chegou a subtrair dinheiro dela.
O adolescente, por sua vez, alegou que os atos foram consentidos e que foi o outro que levou a menina ao terreno. O segundo adolescente negou os fatos e afirmou que a vítima é quem “passava a mão nele” na academia.
DDM
Diante dos relatos e da gravidade das circunstâncias, a família registrou o boletim de ocorrência na DDM de Araçatuba. Foi expedida guia para exame de corpo de delito no IML, e foi solicitada a adoção de medidas protetivas de urgência com base no Artigo 350-A, III, do Código de Processo Penal, tendo em vista que um dos adolescentes investigados reside próximo à residência da vítima.


