O Ministério Público denunciou 26 pessoas envolvidas em organização criminosa voltada à prática de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A denúncia foi oferecida após a conclusão da investigação realizada pela Delegacia de Polícia de Penápolis (SP), que resultou na denominada Operação Ostentatio.
As investigações começaram em dezembro de 2024, após denúncia recebida pela Polícia Civil. Em março de 2025, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diversos endereços ligados aos investigados, resultando na apreensão de aparelhos celulares, computadores, documentos e outros materiais utilizados pela quadrilha.
A associação criminosa funcionava de forma estruturada, com divisão clara de tarefas entre os membros. O grupo utilizava contas bancárias de terceiros, conhecidas como “laranjas” ou “penas”, empresas de fachada, boletos fraudulentos e plataformas digitais para aplicar golpes eletrônicos e ocultar os valores obtidos ilicitamente.
A análise dos aparelhos apreendidos revelou centenas de conversas, boletos fraudulentos, comprovantes bancários, dados pessoais de terceiros e grupos utilizados para coordenar as atividades criminosas.
Os investigadores identificaram intensa movimentação financeira pulverizada, utilização de documentos falsificados, abertura de contas digitais e criação de pessoas jurídicas fictícias para dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários dos recursos.
Denúncia
Em março de 2026, a Justiça decretou a prisão preventiva de três dos principais envolvidos. Um deles, S.S.G., 29 anos, foi capturado e indiciado no mesmo dia. O inquérito policial foi concluído em 27 de abril de 2026, com indiciamento de 26 investigados.
Com base nas provas reunidas pela Polícia Civil, o Ministério Público ofereceu denúncia contra as 26 pessoas pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A denúncia foi integralmente aceita pelo juiz da 3ª Vara de Penápolis em 30 de abril de 2026. Dois dos denunciados ainda estão foragidos.
Investigação prosseguem
A Polícia Civil ressalta que as investigações prosseguem visando identificar outras pessoas e empresas eventualmente utilizadas pelo grupo criminoso, bem como novas vítimas relacionadas aos golpes praticados.


