Um pedreiro de 38 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil nessa quarta-feira (16) acusado de praticar maus-tratos e agressões físicas reiteradas contra o enteado, um menino de 10 anos. O caso ocorreu em uma residência localizada na Avenida Dois de Dezembro, no bairro Amizade, em Araçatuba (SP).
A intervenção policial teve início após uma denúncia anônima recebida pelo canal 197 da Polícia Civil. Segundo o relato, o menino sofria agressões frequentes e faltava constantemente às aulas devido às lesões.
Antes de irem à casa, os investigadores foram à antiga escola da criança. No local, a direção e os professores confirmaram o histórico de ausências, relataram que o aluno demonstrava medo excessivo do padrasto e informaram que, mesmo nos dias em que comparecia às aulas, costumava usar blusas de frio e calças compridas, possivelmente para esconder as marcas e hematomas das agressões pelo corpo.
Agressões e apreensão do objeto
Ao chegarem à residência, os policiais civis foram recebidos pela mãe da criança, que autorizou a entrada da equipe. Questionado na presença dos agentes, o menino confirmou as agressões e mostrou lesões recentes e antigas nos braços e nas pernas.
A criança relatou que era espancada sem sequer entender o motivo dos castigos e que a mãe presenciava as agressões sem intervir. Disse que era agredida com um pedaço de mangueira de cor laranja — devidamente apreendido pela polícia —, além de ser frequentemente forçada a ficar de joelhos como forma de castigo por motivos corriqueiros.
A mãe, por sua vez, confirmou que seu companheiro aplicava castigos físicos no filho e disse concordar com este tipo de “correção”.
Em conversa informal com os policiais, o acusado admitiu que colocava o enteado de joelhos e que aplicava “castigos mais severos com agressões físicas” por considerar a primeira medida insuficiente.
Conselho Tutelar
O Conselho Tutelar acompanhou o atendimento na Central de Polícia Judiciária (CPJ). O conselheiro constatou múltiplos hematomas nos pés, braços, coxas e pernas do garoto, em diferentes estágios de evolução e cicatrização.
O laudo pericial confirmou os múltiplos ferimentos. Diante da gravidade dos fatos e da situação de risco, a autoridade policial confirmou a prisão em flagrante do homem e representou pela concessão de medidas protetivas previstas na Lei Henry Borel, além de requerer a sua prisão preventiva.
O Conselho Tutelar iniciou os trâmites para localizar familiares aptos a assumirem os cuidados da criança.


